NOTÍCIA: Seca pode causar prejuízo de até R$ 8 bi


O pesquisador informou que 70% da produção baiana de feijão está ameaçada, pois se localiza entre os 239 municípios atingidos pela estiagem, já considerada a pior enfrentada pela Bahia. Nesta mesma situação encontra-se 55% da produção de café, 90% da de cebola, 80 da de sorgo (grão aproveitado na ração animal), 50% da de milho, e 70% da de sisal.

Por Adriano Villela

A estiagem que já colocou em estado de emergência 239 municípios na Bahia pode causar prejuízo de até R$ 8 bilhões à agricultura baiana, segundo estudo da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (Sei), divulgado ontem pelo secretário de Planejamento do Estado, José Sérgio Gabrielli.

O levantamento se utiliza de dados da própria SEI do PIB municipal e das safras de cada produto (uma, duas ou três por ano), traçando três cenários, que apontam para perdas de 20%, 30% ou 40% de toda produção baiana.

Na perspectiva mais otimista (uma colheita anual atingida), o prejuízo ficaria em R$ 4 bilhões. “O impacto econômico vai ficar entre estes dois extremos”, estima o coordenador de Acompanhamento Conjuntural da SEI, Luís Mário Vieira,  um dos autores do estudo.

O pesquisador informou que 70% da produção baiana de feijão está ameaçada, pois se localiza entre os 239 municípios atingidos pela estiagem, já considerada a pior enfrentada pela Bahia. Nesta mesma situação encontra-se 55% da produção de café, 90% da de cebola, 80 da de sorgo (grão aproveitado na ração animal), 50% da de milho, e 70% da de sisal.

“Esperamos que as coisas aconteçam no cenário mais otimista, mas temos que está mais preparados para o pior”, disse Vieira. Alguns veículos de comunicação divulgaram que as perdas financeiras vão variar de R$ 3,8 bi a R$ 7,7 bi, mas este dado se baseia numa prévia do estudo, com base em 202 cidades, explica o coordenador.

No programa de rádio Encontro com Gabrielli, o secretário de Planejamento do Estado, José Sérgio Gabrielli, comentou a pesquisa da SEI – órgão vinculado à Seplan - ressaltou que os setores de comércioe serviços são afetados pela estiagem, considerada a pior na história baiana.

O longo período sem chuvas consistentes dificulta o acesso à água, impulsiona a elevação do preço de alimentos, leva à morte de animais, faz desmoronar o valor do gado. Tudo isso reduz a circulação de  dinheiro nas áreas mais afetadas e prejudica ainda mais a economia local. A previsão é de que estas atividades tenham perdas correspondentes à metade do percentual estimado para a área agropecuária, isto é, de 10% a 20%, a depender do grau de severidade da seca atual.

Conforme nota técnica da SEI, no estágio atual a estiagem engloba “21 territórios de identidade e uma área aproximada total de 309,2 mil km2, correspondente a 55,0 % da área total do estado. A população desses municípios representa 38% do total do estado (5,3 milhões de pessoas), sendo que, conforme Defesa Civil, quase 2,4 milhões de pessoas são diretamente afetadas pela seca”. Considerando o estudo em 205 cidades, a seca afeta o equivalente a 55% do território do estado, 17% da população, 21% do Produto Interno Bruto total e 32% do PIB agrícola.

Matéria originalmente produzida para o jornal Tribuna da Bahia, publicada na edição de 18 de maio, à página 5 

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