NOTÍCIA: Perdas atingirão a pecuária


O pesquisador informou que 70% da produção baiana de feijão está ameaçada, pois se localiza entre os 239 municípios atingidos pela estiagem, já considerada a pior enfrentada pela Bahia. Nesta mesma situação encontra-se 55% da produção de café, 90% da de cebola, 80 da de sorgo (grão aproveitado na ração animal), 50% da de milho, e 70% da de sisal.

Adriano Villela

A região afetada pelo longo período sem chuva concentra ainda 95% de todo o rebanho caprino baiano (o maior entre todos os estados brasileiros), 90% do rebanho ovino (2º do país) e 49% do rebanho bovino, conforme dados do secretário da Agricultura da Bahia, Eduardo Salles.

No setor pecuário, conforme o gestor da Seagri, uma parceria com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) está viabilizando a distribuição de milho para ração e a compra de rezes despadronizadas dos pequenos produtores baianos.

Na produção agrícola, Salles confirma que a agricultura familiar está sendo a mais penalizada – em outros setores, o aparato de irrigação mantém a produção. Somente no cultivo de milho, os pequenos produtores devem ficar sem 80% a 90% na safra.

A expectativa da Seagri é que a ampliação em 90 mil hectares da área plantada no oeste compense. O café do sudoeste, especialmente em Vitória da Conquista, e da Chapada também sofre em 80%, embora o Oeste e Extremo Sul estejam ainda preservados.

A estiagem na Chapada chegou, por exemplo, na cidade de Piatã, destaque nacional no segmento cafés especiais. Mesmo no oeste mecanizado, Eduardo Salles prevê uma perda de produtividade de 16% no cultivo de soja. “No ano passado, a produtividade (da soja) foi de 56 sacos/hectare. Este ano a previsão é de 47 sacos por hectare”, disse. Na safra geral, a sojicultura deve acumular queda de 7%, contando com um aumento na área plantada de 7%.

EFEITOS – O secretário José Sérgio Gabrielli defendeu no programa de rádio a adoção de mais medidas cíclicas, pois a seca, por se tratar de um fenômeno cíclico, acontece a cada período de 20 ou 25 anos (em média). “Na última grande seca que tivemos, em 1982, os efeitos sobre a vida das pessoas foram muito mais dramáticos do que os de hoje. Estamos cada vez mais preparados para enfrentar esse fenômeno”, disse, ao completar que as atividades econômicas estão mais diversificadas.

Matéria originalmente produzida para o jornal Tribuna da Bahia, publicada na edição de 18 de maio, à página 5 

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