NOTÍCIA: Viver de renda caiu de moda
Só de IR, acrescenta Miguel Oliveira, os aplicadores em fundos de investimento arcam com 22,5¨% de imposto de renda para aportes de até seis meses, 20% de seis meses a um ano; 17,5% de uma a dois anos e 15% para mais de dois anos.
Adriano Villela
Com o corte de 3 pontos percentuais na Taxa Selic somente este ano, as taxas de administração passaram a ser o aspecto crucial à rentabilidade de investimento atrelados aos juros. Para analistas, o rentismo, a aplicação no mercado financeiro visando retornos mais polpudos vem perdendo espaço.
Em alguns casos, como prazo de aplicação de seis meses, o investimento corre sério risco de não conseguir sequer recuperar o valor aplicado. “A taxa de administração não pode ser superior a 1%”, frisa o vice-presidente da Associação Nacional de Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade, Miguel Ribeiro de Oliveira.
Para o economista e professor de Finanças da PUC-SP, Richard Ryntenband. “Os fundos de investimento precisam se readequar para oferecer taxas de administração mais baixas, principalmente se a Selic continuar baixando, como dizem que vai acontecer”, afirmou. O professor da PUC avalia que “normalmente as pessoas achavam melhor os fundos porque tinham alguém cuidando, mas nas taxas atuais isso está mudando”.
Em maio, prosseguiu, já se percebe no mercado uma migração de recursos antes aplicados em renda fixa ou variável para poupança e tesouro direto.
Cresce a figura da desintermediação, isto é a procura por títulos do governo via tesouro direto e a compra de papéis das empresas, especialmente o debêntures. “No momento que a queda da taxa de juros o ideal e o investidor entrar direto ou seja ele mesmo comprar títulos do tesouro”, frisou.
“Para o investidor em renda fixa o ideal é comprar títulos direto e renda variável também sair do fundo em função da taxa de administração”, confirma Clodoir Vieira, da Corretora Souza Barros.
Segundo Rytenband, no Tesouro Direto não há imposto de renda, a rentabilidade é maior e as taxas, menores. Quem compra papeis como LTN (Letras do Tesouro Nacional) e LCI (Letras do Crédito Imobiliário) paga 0,1% de taxa de negociação (incidente em cada operação), 0,3% anuais de taxa de custódia e em alguns casos até 0,5% de taxa de agente de custódia.
“Mas quase ninguém cobra a taxa de agente de custódia”, completou. A rentabilidade anual líquida é de 7,2% a 7,6%, conforme simulação do professor, já descontadas as taxas e o imposto.
Segundo análise do economista Samy Dana publicada no blog do especialista, o Tesouro Direto rende mais do que a poupança, independentemente do período de investimento. Mas,também paga-se menos imposto de renda se o prazo for maior.
Só de IR, acrescenta Miguel Oliveira, os aplicadores em fundos de investimento arcam com 22,5¨% de imposto de renda para aportes de até seis meses, 20% de seis meses a um ano; 17,5% de uma a dois anos e 15% para mais de dois anos. Se o investidor tem um volume grande alocado nos fundos, o que fazer então?. “Renda variável, atrelada a ações, envolve riscos. Bolsa de valores também.
Ouro só vale para quem tem mais recursos", posiciona-se o executivo da Anefac. Clodoir Vieira sublinha para a importância de se saber o perfil do aplicador. “Se for para viver somente de renda o ideal é a renda fixa. Agora se for um pessoa que ainda trabalha o ideal é colocar 75% em renda fixa e 25% em ações que são boas pagadoras de dividendos”, disse o economista da Souza Barros.
Matéria produzida originalmente para o jornal Tribuna da Bahia, publicada na edição de 13 de junho, página 19
Adriano Villela
Com o corte de 3 pontos percentuais na Taxa Selic somente este ano, as taxas de administração passaram a ser o aspecto crucial à rentabilidade de investimento atrelados aos juros. Para analistas, o rentismo, a aplicação no mercado financeiro visando retornos mais polpudos vem perdendo espaço.
Em alguns casos, como prazo de aplicação de seis meses, o investimento corre sério risco de não conseguir sequer recuperar o valor aplicado. “A taxa de administração não pode ser superior a 1%”, frisa o vice-presidente da Associação Nacional de Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade, Miguel Ribeiro de Oliveira.
Para o economista e professor de Finanças da PUC-SP, Richard Ryntenband. “Os fundos de investimento precisam se readequar para oferecer taxas de administração mais baixas, principalmente se a Selic continuar baixando, como dizem que vai acontecer”, afirmou. O professor da PUC avalia que “normalmente as pessoas achavam melhor os fundos porque tinham alguém cuidando, mas nas taxas atuais isso está mudando”.
Em maio, prosseguiu, já se percebe no mercado uma migração de recursos antes aplicados em renda fixa ou variável para poupança e tesouro direto.
Cresce a figura da desintermediação, isto é a procura por títulos do governo via tesouro direto e a compra de papéis das empresas, especialmente o debêntures. “No momento que a queda da taxa de juros o ideal e o investidor entrar direto ou seja ele mesmo comprar títulos do tesouro”, frisou.
“Para o investidor em renda fixa o ideal é comprar títulos direto e renda variável também sair do fundo em função da taxa de administração”, confirma Clodoir Vieira, da Corretora Souza Barros.
Segundo Rytenband, no Tesouro Direto não há imposto de renda, a rentabilidade é maior e as taxas, menores. Quem compra papeis como LTN (Letras do Tesouro Nacional) e LCI (Letras do Crédito Imobiliário) paga 0,1% de taxa de negociação (incidente em cada operação), 0,3% anuais de taxa de custódia e em alguns casos até 0,5% de taxa de agente de custódia.
“Mas quase ninguém cobra a taxa de agente de custódia”, completou. A rentabilidade anual líquida é de 7,2% a 7,6%, conforme simulação do professor, já descontadas as taxas e o imposto.
Segundo análise do economista Samy Dana publicada no blog do especialista, o Tesouro Direto rende mais do que a poupança, independentemente do período de investimento. Mas,também paga-se menos imposto de renda se o prazo for maior.
Só de IR, acrescenta Miguel Oliveira, os aplicadores em fundos de investimento arcam com 22,5¨% de imposto de renda para aportes de até seis meses, 20% de seis meses a um ano; 17,5% de uma a dois anos e 15% para mais de dois anos. Se o investidor tem um volume grande alocado nos fundos, o que fazer então?. “Renda variável, atrelada a ações, envolve riscos. Bolsa de valores também.
Ouro só vale para quem tem mais recursos", posiciona-se o executivo da Anefac. Clodoir Vieira sublinha para a importância de se saber o perfil do aplicador. “Se for para viver somente de renda o ideal é a renda fixa. Agora se for um pessoa que ainda trabalha o ideal é colocar 75% em renda fixa e 25% em ações que são boas pagadoras de dividendos”, disse o economista da Souza Barros.
Matéria produzida originalmente para o jornal Tribuna da Bahia, publicada na edição de 13 de junho, página 19
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