NOTÍCIA - Materiais de construção: A espera de juros menor
Caixa Econômica a implementação da Fimac, financiada via recursos do FGTS, com juros de 1% ao mês e crédito total de R$ 1 bilhão. "O conselho do FGTS aprovou a linha de crédito, mas o dinheiro não chegou nas agências ", destacou Cordeiro, à Tribuna. A assessoria da Caixa Econômica Federal em Brasília confirmou que a linha, de fato, ainda não foi lançada.
Adriano Villela
Ainda em recuperação depois de uma forte queda nas vendas em abril (8,5%), o setor de matérias de construção vive uma situação sui generis. Sofre com as restrições ao acesso de créditos acarretada pela série de redução de juros no Brasil, iniciada há dois meses. Porém, ainda não conta com taxas menores específicos para o segmento. O diagnóstico é do presidente do conselho deliberativo da Associação Nacional de Comerciantes de Materiais de Construção (Anamaco)., Geraldo Cardoso. O varejista explica que o crédito por setor sai por financeiras, que cobram atualmente entre 5% e 6% ao mês.
O representante da Anamaco cobra da Caixa Econômica a implementação da Fimac, financiada via recursos do FGTS, com juros de 1% ao mês e crédito total de R$ 1 bilhão. "O conselho do FGTS aprovou a linha de crédito, mas o dinheiro não chegou nas agências ", destacou Cordeiro, à Tribuna. A assessoria da Caixa Econômica Federal em Brasília confirmou que a linha, de fato, ainda não foi lançada. A proposta está em estudo pela direção do banco.
O lojista reclama que em maio o governo flexibilizou o crédito para o setor automotivo e linha branca, mas não contemplou o setor de construção. "Hoje, a Caixa Econômica e o Banco do Brasil oferecem linhas com taxas menores que 1%, mas o financiamento para material de construções é feito mais por financeiras", destacou. O setor de materiais de construção teve leve aumento de vendas no mês de maio (2,5), segundo a Associação Nacional do Comércio de Materiais de Construção (Anamaco). Com faturamento de R$ 52 bilhões, o varejo de material de construção cresceu 4,5% em 2011.
Apesar do crescimento, o desempenho em maio foi insuficiente para recuperar o baque de abril, quando houve queda de 8,5%. Segundo a pesquisa da Anamaco, feita em parceria com o Ibope, o setor registra queda de 1% no intervalo anualizado (junho2011/maio2012) e de 4,5% no acumulado deste ano. O setor mantém a perspectiva de alta no segundo semestre, tradicionalmente mais aquecido, mas a associação dos lojistas cortou em 50% a expectativa de expansão este ano, que desceu de 8% a 4%.
Os dirigentes da Anamaco visualizam na queda reflexos da crise europeia e das medidas anticíclicas do governo federal. "Há uma redução no ritmo das obras. Neste ano quase não se viu lançamentos. Você tem mais pequenas obras, pequenos investimentos, que sentem a falta de capital", disse Cordeiro. Em nota, o presidente da Anamaco, Cláudio Conz, frisou que "ainda estamos em um cenário de incerteza de mercados e isso está afetando a confiança do consumidor, que criou expectativa com relação à queda dos juros e não encontrou".
O presidente da Anamaco explica que a entidade espera que o Governo Federal anuncie em breve uma nova listagem de produtos do setor com redução de IPI.O consumidor, de acordo com o dirigente, está apreensivo. "Ele ouve todos os dias nos jornais que o dólar está em alta, que os mercados estão apreensivos e que há possibilidade de aumento de preços. Ele não encontra crédito disponível a juros justos e, por isso, passou a adiar as compras enquanto a promessa de queda de juros de financiamentos não se concretizam”, completa.
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