EMPREENDEDORES: Mulheres já representam 48% dos proprietários de franquias

Setor em expansão atrai presença feminina no comando de franquias como Empada Brasil, Ecojardim, Doutor Resolve, LaserStar e Seguralta. Confiança na marca, possibilidade de atuar em um setor em alta no mercado e desejo de abrir um negócio próprio são as características que mais chamam atenção das empreendedoras
Da assessoria (Atitude Press)

A participação das mulheres no mercado de trabalho brasileiro é crescente nos últimos anos. No setor de franquias, por exemplo, elas já representam 48% entre os proprietários de unidades das mais de duas mil redes presentes no país. Os dados são de estudo feito pela Rizzo Franchise, consultoria que estuda o segmento de franchising, que já representa 2,8% do Produto Interno Bruto Nacional).

Adriana da Matta  é parte desta estatística. A empresária possui duas lojas e três quiosques da Empada Brasil, em São Paulo há sete anos. “Nós mulheres somos mais cuidadosas com os negócios, o que reflete no sucesso das empresas”, afirma.  “A mulher consegue, com jeitinho, tirar o melhor de seus funcionários”, complementa. Criada em 1999 por uma família mineira, a rede de empadarias está em constante expansão.

A ideia de Adriana, de investir na gestão de pessoas para conferir qualidade ao negócio é a mesma estratégia adotada por Simone Franceto, de Piracicaba, interior de São Paulo, que iniciou no início deste ano suas atividades com a Ecojardim, microfranquia especializada em cuidar da nutrição e beleza dos jardins. “Trabalhei durante cinco anos em uma empresa de tecnologia, mas sempre gostei de natureza e quis ter um negócio próprio. A Ecojardim permitiu aliar as duas coisas e tem sido uma experiência muito boa”, diz a franqueada.

Outro exemplo de profissional que trocou o emprego por um negócio próprio é o de Silvia Camilo. Ela deixou o cargo de executiva de contas em uma multinacional de vendas e montou sua franquia da Seguralta, primeira e única rede de franquias do setor de seguros no Brasil. “Escolhi a franquia porque nunca ficamos sozinhos no negócio. A marca dá todo o suporte”, diz a franqueada, que escolheu a área de seguros por ser uma das que mais crescem no país.

Além de confiança na bandeira que está sendo franqueada e da afinidade com a área de negócio, também
chama a atenção das empreendedoras a possibilidade de atuarem em uma área que esteja em um bom momento de mercado, como é o caso dos setores da construção civil e beleza. Silvia Saidah, de 34 anos, por exemplo, montou uma franquia da marca Doutor Resolve, empresa que presta serviços gerais como instalação de pias, pintura de paredes, desentupimento de canos e instalações elétricas. Em poucos meses de atuação ela já possui 15 funcionários e não reclama do movimento em sua unidade, na Vila Mariana, zona Sul de São Paulo. Boa parte do quadro de funcionários é composta por mulheres, o que para ela é também uma vantagem, pois avalia que a atuação feminina neste tipo de serviço acaba sendo uma garantia a mais de qualidade.

Giani Fernandes, de Florianópolis, Santa Catarina é outro exemplo. Há um ano ela apostou no setor de beleza e inaugurou sua franquia da LaserStar, especializada em fotodepilação. Para ela, a administração feminina tem sido o segredo de sucesso do seu negócio. “Não gosto de ficar escondida o tempo todo em um escritório, e a franquia da LaserStar permitiu que eu tivesse uma participação em todas as áreas”, afirma.

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