COBERTURA ESPECIALSafra agrícola do Oeste cresce 7,4%
Isso mesmo computando perdas provocadas pela seca - sobretudo nas novas áreas de plantio, localizadas nas proximidades da caatinga, nos municípios de Baianópolis, Cocos, Correntina e Jaborandi
Adriano Villela*
Segundo o Anuário da Região Oeste da Bahia, a safra agrícola no celeiro de grãos da Bahia cresceu 7,4% no período 2011/2012, em comparação com a safra imediatamente anterior. A área plantada cresceu 5%, passando de 1,85 milhões para 1,95 milhões de hectares. Isso mesmo computando perdas provocadas pela seca - sobretudo nas novas áreas de plantio, localizadas nas proximidades da caatinga, nos municípios de Baianópolis, Cocos, Correntina e Jaborandi. A estimativa da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba) é de uma queda na produtividade de 14% na soja, 10% no algodão e 5% no milho.
“Esses números são comparados à safra anterior, que foi recorde em produtividade nas três culturas. Isso é uma demonstração de que a aplicação de alta tecnologia na agricultura é um grande mitigador de risco climático”, acentua o presidente da Aiba, Walter Horita. O mesmo documento, lançado durante a nona edição da Bahia Farm Show, aponta que a soja lidera economicamente o segmento, respondendo por R$ 2,36 bilhões dos R$ 6 bilhões de Valor Bruto de Produção (VBP). Cultivada em 1,15 milhão de hecatere, a soja teve produtividade 48,1 sacas/ha, alcançando produção de 3,32 milhões de toneladas.
Com índices de produtividade comparáveis a países como Estados Unidos e Austrália, a região continua atraindo investimentos agroindústrias, a exemplo da SLC Agrícola, que está investindo R$ 80 milhões. O Centro Industrial do Cerrado - localizado em Luís Eduardo Magalhães, município que sedia a BFS – conta com 42 unidades funcionando, com estimativa de subir este número para 70 plantas.
Algodão, café e milhoSegundo lugar no ranking de VBP do Oeste, o algodão foi plantado em 385 mil hectares, somando 1,4 milhão de toneladas de produção (em caroço) e VBP de R$ 2,2 bilhões. A produção, também em decorrência da chuva, decresceu em 100 mil toneladas, algo significativamente menor do que a quebra de 74% da safra do Vale do Iuiu, no sudoeste. O valor de produção recuou em R$ 300 milhões, pois também sofreu retração no preço, que teve marca histórica em abril de 2011. A previsão para o ciclo 2012-2013 é de redução da área plantada, em virtude da maior atratibilidade da soja.
* O repórter viajou a Luís Eduardo Magalhães à convite da Aiba
** Matéria produzida originalmente para o jornal Tribuna da Bahia, publicada na edição de 01 de junho
Adriano Villela*
Segundo o Anuário da Região Oeste da Bahia, a safra agrícola no celeiro de grãos da Bahia cresceu 7,4% no período 2011/2012, em comparação com a safra imediatamente anterior. A área plantada cresceu 5%, passando de 1,85 milhões para 1,95 milhões de hectares. Isso mesmo computando perdas provocadas pela seca - sobretudo nas novas áreas de plantio, localizadas nas proximidades da caatinga, nos municípios de Baianópolis, Cocos, Correntina e Jaborandi. A estimativa da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba) é de uma queda na produtividade de 14% na soja, 10% no algodão e 5% no milho.
“Esses números são comparados à safra anterior, que foi recorde em produtividade nas três culturas. Isso é uma demonstração de que a aplicação de alta tecnologia na agricultura é um grande mitigador de risco climático”, acentua o presidente da Aiba, Walter Horita. O mesmo documento, lançado durante a nona edição da Bahia Farm Show, aponta que a soja lidera economicamente o segmento, respondendo por R$ 2,36 bilhões dos R$ 6 bilhões de Valor Bruto de Produção (VBP). Cultivada em 1,15 milhão de hecatere, a soja teve produtividade 48,1 sacas/ha, alcançando produção de 3,32 milhões de toneladas.
Com índices de produtividade comparáveis a países como Estados Unidos e Austrália, a região continua atraindo investimentos agroindústrias, a exemplo da SLC Agrícola, que está investindo R$ 80 milhões. O Centro Industrial do Cerrado - localizado em Luís Eduardo Magalhães, município que sedia a BFS – conta com 42 unidades funcionando, com estimativa de subir este número para 70 plantas.
Algodão, café e milhoSegundo lugar no ranking de VBP do Oeste, o algodão foi plantado em 385 mil hectares, somando 1,4 milhão de toneladas de produção (em caroço) e VBP de R$ 2,2 bilhões. A produção, também em decorrência da chuva, decresceu em 100 mil toneladas, algo significativamente menor do que a quebra de 74% da safra do Vale do Iuiu, no sudoeste. O valor de produção recuou em R$ 300 milhões, pois também sofreu retração no preço, que teve marca histórica em abril de 2011. A previsão para o ciclo 2012-2013 é de redução da área plantada, em virtude da maior atratibilidade da soja.
* O repórter viajou a Luís Eduardo Magalhães à convite da Aiba
** Matéria produzida originalmente para o jornal Tribuna da Bahia, publicada na edição de 01 de junho
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