NOTÍCIA: Crédito de financeiras das montadoras tem baixa
Na inadimplência, os resultados também não foram tão favoráveis. O índice de não pagamento após 90 dias de atraso subiu 0,2 pontos percentuais em abril, chegando a 5,9%. Um ano antes, este indicador era de 3,2%.
Adriano Villela
O saldo total do crédito liberado pelas empresas financeiras das montadoras fechou abril com queda de 0,3% em abril, comparado com o mês imediatamente anterior. Quando a avaliação é sobre o mês período do ano passado, o volume de repasses – que totalizou R$ 200,7 bilhões – cresceu 5,3%. Os dados são da Associação Nacional das Empresas Financeiras das Montadoras (Anef). Abril foi o primeiro mês da série de reduções de juros iniciada por Caixa Econômica e Banco do Brasil e seguida por bancos particulares.
Em participação no Produto Interno Bruto, o total de recursos mobilizados para aquisição de veículos caiu de 4,9% para 4,7% do PIB. De acordo com a associação, este valor corresponde a 9,6% do total de crédito do Sistema Financeiro Nacional e 29,8% dos financiamentos destinados às pessoas físicas. Em abril, o setor liberou R$ 6.747 milhões para financiamento de compra de veículos (CDC), número 13,2% menor do que o contabilizado em março e 12% abaixo do ocorrido no mesmo período de 2011. Nas operações de CDC, foram financiados R$ 178,1 bilhões, um incremento de 0,3% no mês, de 2,8% em 2012 e 17% no intervalo de 12 meses. Os leasings, por sua vez, alcançaram somente R$ 22,6 bilhões, sofrendo queda de 5% (no mês), 18% (no ano) e 41,1% (intervalo maio2011/abril2012).
Na inadimplência, os resultados também não foram tão favoráveis. O índice de não pagamento após 90 dias de atraso subiu 0,2 pontos percentuais em abril, chegando a 5,9%. Um ano antes, este indicador era de 3,2%. “O mais importante sempre é que as pessoas tenham uma compreensão clara de quanto ganham e de quanto gastam por mês, fazendo e controlando seu orçamento para que tenham certeza de que poderão arcar com as prestações do financiamento e evitar surpresas no decorrer do mesmo.”, avalia o presidente da Anef, Décio Carbonari. A seu ver, a elevação da inadimplência desde o começo de 2011 foi provocada pela perda do poder aquisitivo pós aumento da inflação. No ano passado, a inadimplência começou o ano em 2,6%, fechando o período em 5%.
Quanto a taxa de juros, o mês de abril teve média de mercado de 1,95 % ao mês, enquanto a média praticada pelas Associadas Anef girou em torno de 1,5 %. Por ano, estas taxas médias correspondem aos encargos de 26,03% (mercado) e19,56% (Anef). Nos novos contratos, os planos de financiamento mantiveram a média de 41 meses, sendo que o prazo máximo oferecido permaneceu em 60 meses.
A Anef afirmou, em nota, que as medidas anunciadas em 21 de maio não devem impactar no mês em questão. “Mas os esforços para redução das taxas de juros, juntamente com compromisso firmado pelo governo e montadoras garantindo redução do IOF e IPI, liberação de compulsórios e descontos nos preços de tabela de veículos, a tendência é que também os clientes de maior renda voltem a realizar financiamentos e que uma maior faixa de clientes passe a ter condições de financiar seus veículos”.
Adriano Villela
O saldo total do crédito liberado pelas empresas financeiras das montadoras fechou abril com queda de 0,3% em abril, comparado com o mês imediatamente anterior. Quando a avaliação é sobre o mês período do ano passado, o volume de repasses – que totalizou R$ 200,7 bilhões – cresceu 5,3%. Os dados são da Associação Nacional das Empresas Financeiras das Montadoras (Anef). Abril foi o primeiro mês da série de reduções de juros iniciada por Caixa Econômica e Banco do Brasil e seguida por bancos particulares.
Em participação no Produto Interno Bruto, o total de recursos mobilizados para aquisição de veículos caiu de 4,9% para 4,7% do PIB. De acordo com a associação, este valor corresponde a 9,6% do total de crédito do Sistema Financeiro Nacional e 29,8% dos financiamentos destinados às pessoas físicas. Em abril, o setor liberou R$ 6.747 milhões para financiamento de compra de veículos (CDC), número 13,2% menor do que o contabilizado em março e 12% abaixo do ocorrido no mesmo período de 2011. Nas operações de CDC, foram financiados R$ 178,1 bilhões, um incremento de 0,3% no mês, de 2,8% em 2012 e 17% no intervalo de 12 meses. Os leasings, por sua vez, alcançaram somente R$ 22,6 bilhões, sofrendo queda de 5% (no mês), 18% (no ano) e 41,1% (intervalo maio2011/abril2012).
Na inadimplência, os resultados também não foram tão favoráveis. O índice de não pagamento após 90 dias de atraso subiu 0,2 pontos percentuais em abril, chegando a 5,9%. Um ano antes, este indicador era de 3,2%. “O mais importante sempre é que as pessoas tenham uma compreensão clara de quanto ganham e de quanto gastam por mês, fazendo e controlando seu orçamento para que tenham certeza de que poderão arcar com as prestações do financiamento e evitar surpresas no decorrer do mesmo.”, avalia o presidente da Anef, Décio Carbonari. A seu ver, a elevação da inadimplência desde o começo de 2011 foi provocada pela perda do poder aquisitivo pós aumento da inflação. No ano passado, a inadimplência começou o ano em 2,6%, fechando o período em 5%.
Quanto a taxa de juros, o mês de abril teve média de mercado de 1,95 % ao mês, enquanto a média praticada pelas Associadas Anef girou em torno de 1,5 %. Por ano, estas taxas médias correspondem aos encargos de 26,03% (mercado) e19,56% (Anef). Nos novos contratos, os planos de financiamento mantiveram a média de 41 meses, sendo que o prazo máximo oferecido permaneceu em 60 meses.
A Anef afirmou, em nota, que as medidas anunciadas em 21 de maio não devem impactar no mês em questão. “Mas os esforços para redução das taxas de juros, juntamente com compromisso firmado pelo governo e montadoras garantindo redução do IOF e IPI, liberação de compulsórios e descontos nos preços de tabela de veículos, a tendência é que também os clientes de maior renda voltem a realizar financiamentos e que uma maior faixa de clientes passe a ter condições de financiar seus veículos”.
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