NOTÍCIA: Tesouro direto, boa alternativa de investimento
As novas regras permitem reinvestimento dos rendimentos recebidos e agendar a venda dos papéis. Quem investe no TD arca com três tipos de custo: a taxa de negociação (paga sempre no ato da compra), a taxa de custódia e a taxa de agente de custódia (opcional), de até 0,5%, a depender da corretora.
Adriano Villela
Com os fundos de investimento “fora de moda”, em razão dos juros em queda e de taxas de administração altas, a compra de títulos do governo sem a intermediação é uma alternativa cada vez mais recomendada pelos analistas. Direcionado a pessoas físicas, o tesouro direto tem suas regras.
Uma de suas facilidades é poder escolher em que papel aplicar. É necessário se vincular a alguma corretora, com lista de instituições credenciadas no site www.tesourodireto.gov.br . Depois disso, o investidor pode operar novos investimentos ou desaplicações direto do computador. O endereço na web disponibiliza cursos gratuitos para quem quiser se inteirar melhor da modalidade.
Nas posições fechadas em 18 deste mês, o títulos prefixados (NTN-F e LTN), em igual período, tiveram ganhos de 7,82% a 10,51%. Quanto mais longo o investimento, maior o retorno.
Para o professor do MBA em Gestão de Riscos da Trevisan, Cláudio Gonçalves, o tesouro direto é a aplicação com menor risco, pois até a caderneta de poupança tem o risco de o banco quebrar –neste caso o poupador tem garantido o saque de até R$ 20 mil. “E fácil de comprar, não tem risco, é uma forma democrática, pois antigamente só os bancos tinham acesso aos títulos do governo”, frisou. Gonçalves lembra que a aplicação no Tesouro Direto rende no mínimo a taxa Selic, atualmente em 8,5%. Considerando uma inflação de 4,5% e custos da aplicação de no máximo 1% ao ano, o retorno é de pelo menos 3,5% ao ano. Para ter uma rentabilidade maior, é preciso estar bem informado.
Toda semana, o banco central publica o Boletim Focus, que agrega previsões dos principais especialistas do mercado. Com base nestes dados, é possível optar com mais segurança nos títulos com maior previsão de retorno (se atrelados ao câmbio, à Selic ou à inflação, por exemplo).
O governo destaca como vantagem adicional do investimento a liquidez dos títulos. “Sempre que você precisar, poderá resgatar os títulos antes do vencimento pelo seu valor de mercado, uma vez que o Tesouro Nacional garante a recompra de seu título todas as quartas-feiras”, assegura o Ministério da Fazenda, em nota no site do programa. O professor da Trevisan pensa diferente. Ele recomenda ao aplicar programar os aportes nesta modalidade sabendo que o resgate pode não ocorrer num dia pré-determinado, podendo demorar de três a quatro dias.
Governo federal faz mudanças no sistema
Neste mês de junho, o governo federal efetuou mudanças no sistema do Tesouro Direto visando torná-lo mais atraente. Para os cofres da União, o Tesouro Direto é uma forma de financiar a dívida pública com prazos de amortização maiores. A principal mudança anunciada foi a redução do valor mínimo por aplicação, de R$ 100 para R$ 30 para compras agendadas. No Tesouro Direto o investidor pode adquirir apenas o título de forma fracionada, num limite mínimo de um décimo o valor do papel. O teto mensal foi elevado de R$ 400 mil para R$ 1 milhão.
As novas regras permitem reinvestimento dos rendimentos recebidos e agendar a venda dos papéis. Quem investe no TD arca com três tipos de custo: a taxa de negociação (paga sempre no ato da compra), a taxa de custódia e a taxa de agente de custódia (opcional), de até 0,5%, a depender da corretora. No último pacote de medidas, o governo federal reduziu a taxa de negociação na terceira compra com agendamento prévio de 0,1% para 0,05%.
Matéria originalmente produzida para o jornal Tribuna da Bahia, publicada na edição de 20 de junho.
Adriano Villela
Com os fundos de investimento “fora de moda”, em razão dos juros em queda e de taxas de administração altas, a compra de títulos do governo sem a intermediação é uma alternativa cada vez mais recomendada pelos analistas. Direcionado a pessoas físicas, o tesouro direto tem suas regras.
Uma de suas facilidades é poder escolher em que papel aplicar. É necessário se vincular a alguma corretora, com lista de instituições credenciadas no site www.tesourodireto.gov.br . Depois disso, o investidor pode operar novos investimentos ou desaplicações direto do computador. O endereço na web disponibiliza cursos gratuitos para quem quiser se inteirar melhor da modalidade.
Nas posições fechadas em 18 deste mês, o títulos prefixados (NTN-F e LTN), em igual período, tiveram ganhos de 7,82% a 10,51%. Quanto mais longo o investimento, maior o retorno.
Para o professor do MBA em Gestão de Riscos da Trevisan, Cláudio Gonçalves, o tesouro direto é a aplicação com menor risco, pois até a caderneta de poupança tem o risco de o banco quebrar –neste caso o poupador tem garantido o saque de até R$ 20 mil. “E fácil de comprar, não tem risco, é uma forma democrática, pois antigamente só os bancos tinham acesso aos títulos do governo”, frisou. Gonçalves lembra que a aplicação no Tesouro Direto rende no mínimo a taxa Selic, atualmente em 8,5%. Considerando uma inflação de 4,5% e custos da aplicação de no máximo 1% ao ano, o retorno é de pelo menos 3,5% ao ano. Para ter uma rentabilidade maior, é preciso estar bem informado.
Toda semana, o banco central publica o Boletim Focus, que agrega previsões dos principais especialistas do mercado. Com base nestes dados, é possível optar com mais segurança nos títulos com maior previsão de retorno (se atrelados ao câmbio, à Selic ou à inflação, por exemplo).
O governo destaca como vantagem adicional do investimento a liquidez dos títulos. “Sempre que você precisar, poderá resgatar os títulos antes do vencimento pelo seu valor de mercado, uma vez que o Tesouro Nacional garante a recompra de seu título todas as quartas-feiras”, assegura o Ministério da Fazenda, em nota no site do programa. O professor da Trevisan pensa diferente. Ele recomenda ao aplicar programar os aportes nesta modalidade sabendo que o resgate pode não ocorrer num dia pré-determinado, podendo demorar de três a quatro dias.
Governo federal faz mudanças no sistema
Neste mês de junho, o governo federal efetuou mudanças no sistema do Tesouro Direto visando torná-lo mais atraente. Para os cofres da União, o Tesouro Direto é uma forma de financiar a dívida pública com prazos de amortização maiores. A principal mudança anunciada foi a redução do valor mínimo por aplicação, de R$ 100 para R$ 30 para compras agendadas. No Tesouro Direto o investidor pode adquirir apenas o título de forma fracionada, num limite mínimo de um décimo o valor do papel. O teto mensal foi elevado de R$ 400 mil para R$ 1 milhão.
As novas regras permitem reinvestimento dos rendimentos recebidos e agendar a venda dos papéis. Quem investe no TD arca com três tipos de custo: a taxa de negociação (paga sempre no ato da compra), a taxa de custódia e a taxa de agente de custódia (opcional), de até 0,5%, a depender da corretora. No último pacote de medidas, o governo federal reduziu a taxa de negociação na terceira compra com agendamento prévio de 0,1% para 0,05%.
Matéria originalmente produzida para o jornal Tribuna da Bahia, publicada na edição de 20 de junho.
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