NEGÓCIOS DA CHINA: CNA realiza visitas em Xangai e Pequim

Na Bahia, além de interesses na Fiol e na ponte Salvador-Itaparica, empresa da China anuncia polo industrial de US$ 7 bilhões 


Uma comitiva da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) iniciou, na segunda (13), a agenda na China com uma visita à Seesaw Coffee, empresa pioneira de cafés especiais que fica em Xangai. Os executivos vão buscar oportunidades de negócio nas cidades de Xangai e Pequim.


"Estamos com grande expectativa porque o mercado chinês é hoje o grande mercado para o agronegócio brasileiro. Amanhã visitaremos a Sial, onde vamos ter a dimensão desse mercado frente às mudanças que estão ocorrendo na China devido à peste suína africana", afirmou o diretor de Relações Internacionais da CNA, Gedeão Pereira.A Sial é a 4ª maior feira do mundo no setor agroalimentar.

As reuniões com investidores são promovidas pela ministra da Agricultura, Tereza  Cristina Dias. Na avaliação do presidente da Frente Parlamentar Agropecuária (FPA), deputado Alceu Moreira, a missão está ajudando a reconstruir a imagem brasileira no continente. "Estamos construindo uma profunda relação que é necessária para o avanço do espaço comercial que precisamos ter na Ásia."


Na Bahia

Além do interesse em projetos como a retomada da ferrovia Fiol e o projeto da ponte Salvador-Itaparica, investidores chineses entraram no ramo industrial.Na segunda-feira (13), o governador Rui Costa assinou protocolo com a empresa Easteel,que planeja um conglomerado industrial na região do porto de Aratu  com investimentos de U$ 7 bi (algo próximo de R$ 28 bi).

 "Vamos trabalhar de forma firme, dedicada e determinada para que esse projeto marque a história da economia baiana e das relações do Brasil com a China", afirmou Rui Costa.O projeto de desenvolvimento integrado  deve gerar mais de 30 mil empregos diretos.

A proposta da Easteel  contempla a construção de um grande parque industrial integrado, composto por siderúrgica, usina de energia e várias fábricas, a exemplo de uma unidade de cimento capaz de produzir anualmente 5 milhões de toneladas. Também compõem o planejamento da Easteel a revitalização do Porto de Aratu.

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