OPINIÃO: Aumenta número de candidatos: cadê o dinheiro
Já ha uma percepção que a eleição, na capital baiana, ficará entre Pellegrino (PT), ACM Neto (DEM) ou João Leão (PP). Não fecharia as apostas nestes três, mas vejo com mais clareza uma disputa em torno de um trio sobre quem jorrará a maior quantidade dos recursos.
Por Adriano Villela
O foco deste artigo, na verdade, é mais econômico do que político. Claro, os partidos têm legitimidade para lançar candidaturas onde quiserem,limitados ao números de pleteantes à proporcional determinados em lei. Nada obsta termos 10 a 12 candidatos a prefeito em Salvador. Para a democracia, o leque ampliado é até positivo.Todavia, quem quer se apresentar como futuro gestor da cidade deve, pelos menos moralmente, se apresentador como bom administrador de si. Sério! Em 2008, teve candidato que demitiu metade da equipe do núcleo de Rádio e TV logo após os primeiros programas. Faltou dinheiro e, na sequência, movimentação de campanha que levasse o prefeiturável a permanecer no jogo. O resultado foi catastrófico e um outrora favorito acabou com votação próxima da dos nanicos.
Em termos econômicos, o cálculo é simples. O volume de recursos que empresas e pessoas físicas abastadas se dispõem a doar não cresceu muito. Com a crise europeia, quiça tenha diminuído. Em consequência, o bolo que sobra para as candidaturas será menor, caso o número de postulantes cresça. Não há recursos para manter PT, DEM, PP, PSDB, PMDB, PSB, PCdoB, PTB e PDT numa disputa à vera.
Das duas uma: ou a quantia para candidatura decresce de forma uniforme ou os doadores de campanha vão escolhar duas, três a - sendo muito otimista - quatro candidaturas, e o resto ficará pedindo esmola na igreja. A segunda opção é a mais provável. Já ha uma percepção que a eleição, na capital baiana, ficará entre Pellegrino (PT), ACM Neto (DEM) ou João Leão (PP). Não fecharia as apostas nestes três, mas vejo com mais clareza uma disputa em torno de um trio sobre quem jorrará a maior quantidade dos recursos. Financiamento público de campanha seria uma solução mais democrática? Talvez, mas certamente não sairá no atual pleito. É mais lúcido enfrentar as urnas agora ciente da realidade em que o jogo está sendo jogado.
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