NOTÍCIA: Sonho da casa própria vai esperar
Segundo o dirigente, na situação atual de juros há recursos de sobra do FGTS e da Poupança para financiar a compra de imóveis, mas a demanda não absorve estes recursos porque as taxas são desvantajosas para quem planeja investir com o bem novo e difíceis de serem captadas para as famílias em busca da casa própria.
Por Adriano Villela
Positivas para uma variada gama de consumidores, as recentes reduções nas taxas de juros do Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal não contemplam o crédito imobiliário. As taxas de juros no setor, em torno de 10% ao ano – com exceção dos imóveis do programa Minha Casa Minha Vida - é um dos grandes entraves à atividade imobiliária – segundo o diretor executivo do Conselho Regional de Corretor Imobiliário Creci-BA) e representante do estado no Conselho Federal da categoria (Confeci), Francisco Helder.
Helder conta que somente em 2011 as taxas para o crédito imobiliário cresceram em média 1%, o que significa dizer que num financiamento de R$ 200 mil, a alta representa um pagamento anual de mais R$ 2 mil, fora encargos e amortizações já previstos em contrato. Segundo o dirigente, na situação atual de juros há recursos de sobra do FGTS e da Poupança para financiar a compra de imóveis, mas a demanda não absorve estes recursos porque as taxas são desvantajosas para quem planeja investir com o bem novo e difíceis de serem captadas para as famílias em busca da casa própria. O corretor espera que a normatização das quedas dos juros no BB e na CEF incluam a área de imóveis.
À Tribuna, a assessoria da Caixa disse que as novas tabelas já foram divulgadas (sem nenhuma mudança para a área imobiliária). Já no BB, a Assessoria de Comunicação relatou que a questão ainda não foi deliberada. “É uma coisa que particularmente venho lutando há muito tempo. O spread dos bancos precisa cair. Os bancos captam a 6% e cobram 9% , 10%”, critica o ex-presidente da Ademi-BA e diretor da Brasil Brokers, Luiz Augusto Amoedo. O spread, de cerca de 66%, também é praticado pelos bancos públicos. “A Caixa cobra um pouco menos, com juros de 9%. Os privados cobram 10%, 10,5%.
Reprodução de matéria elaborada originalmente para o jornal Tribuna da Bahia, publicada na edição de 12 de abril, à página 6
Por Adriano Villela
Positivas para uma variada gama de consumidores, as recentes reduções nas taxas de juros do Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal não contemplam o crédito imobiliário. As taxas de juros no setor, em torno de 10% ao ano – com exceção dos imóveis do programa Minha Casa Minha Vida - é um dos grandes entraves à atividade imobiliária – segundo o diretor executivo do Conselho Regional de Corretor Imobiliário Creci-BA) e representante do estado no Conselho Federal da categoria (Confeci), Francisco Helder.
Helder conta que somente em 2011 as taxas para o crédito imobiliário cresceram em média 1%, o que significa dizer que num financiamento de R$ 200 mil, a alta representa um pagamento anual de mais R$ 2 mil, fora encargos e amortizações já previstos em contrato. Segundo o dirigente, na situação atual de juros há recursos de sobra do FGTS e da Poupança para financiar a compra de imóveis, mas a demanda não absorve estes recursos porque as taxas são desvantajosas para quem planeja investir com o bem novo e difíceis de serem captadas para as famílias em busca da casa própria. O corretor espera que a normatização das quedas dos juros no BB e na CEF incluam a área de imóveis.
À Tribuna, a assessoria da Caixa disse que as novas tabelas já foram divulgadas (sem nenhuma mudança para a área imobiliária). Já no BB, a Assessoria de Comunicação relatou que a questão ainda não foi deliberada. “É uma coisa que particularmente venho lutando há muito tempo. O spread dos bancos precisa cair. Os bancos captam a 6% e cobram 9% , 10%”, critica o ex-presidente da Ademi-BA e diretor da Brasil Brokers, Luiz Augusto Amoedo. O spread, de cerca de 66%, também é praticado pelos bancos públicos. “A Caixa cobra um pouco menos, com juros de 9%. Os privados cobram 10%, 10,5%.
Reprodução de matéria elaborada originalmente para o jornal Tribuna da Bahia, publicada na edição de 12 de abril, à página 6
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