NOTÍCIA: Juro menor requer cuidados

Para o executivo, o consumidor pessoa física ou jurídica deve perguntar à instituição aonde tem conta se ela pode oferecer algo melhor agora. “Os gerentes devem estar sendo orientados a baixar os juros. Mas o consumidor deve ser proativo e procurar os bancos. É como a compra de qualquer mercadoria, quando você pesquisa o preço melhor”.

Por Adriano Villela

Quando os juros têm alta, os efeitos são mais visíveis para empresas e famílias, pois o custo pelo crédito em cheque especial, consignado, financiamento ou cartão fica mais pesado. Agora, no momento em que Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal anunciaram reduções, o cenário também exige cautela, conforme especialistas consultados pela Tribuna.

O educador financeiro Reinaldo Sampaio, por exemplo, teme a explosão de consumo e a criação de uma bolha fruto da corrida pelo crédito, enquanto o vice-presidente da Associação Nacional de Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), Miguel Ribeiro Oliveira, orienta um comportamento inicial de cautela antes da definição do comportamento dos bancos privados. Ambos consideram a retração nos juros positiva.

Segundo Oliveira, a taxa menor vai estimular a concorrência entre os bancos particulares e Banco do Brasil – maior banco do país em ativos – ou a CEF, cuja redução alcançou 88%. “Acredito que vai haver redução dos juros nos bancos privados, não na mesma proporção, porque o corte foi forte. Se não reduzirem as taxas vão perder clientes”, comentou, acrescentando que a medida adotada por BB e Caixa Econômica já era esperada pelo mercado, pois vem sendo anunciada há três meses pelo governo.

O vice-presidente da Anefac considera inadequado a empresas e famílias trocar logo de banco, considerando o histórico de cada cliente com sua instituição e as possibilidades de negociação.

Para o executivo, o consumidor pessoa física ou jurídica deve perguntar à instituição aonde tem conta se ela pode oferecer algo melhor agora. “Os gerentes devem estar sendo orientados a baixar os juros. Mas o consumidor deve ser proativo e procurar os bancos. É como a compra de qualquer mercadoria, quando você pesquisa o preço melhor”.

Reprodução de matéria do mesmo autor, produzida originalmente para o jornal Tribuna da Bahia, publicada na edição do dia 11.04, à página 6 

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