COPA 2014: Há mais mundial do que Messi, Neymar e Cristiano Ronaldo
A estrela italiana tem algo que Neymar, Messi, Cristiano Ronaldo e os espanhóis não usufruem: um arqueiro que traga confiança. Afora isso, vi nas duas apresentações em Salvador um conjunto de qualificados coadijuvantes na Squadra Azzurra.
Adriano Villela
Muitos analistas passam a visão de que, dentro das quatro linhas,a Copa será comandada pelos melhores do mundo Cristiano Ronaldo e Messi ou pelo anfitrião Neymar. Discordo deste ponto de vista. Ao assistir embates entre os melhores times do mundo, percebemos que há muitos outros atletas e selecionados que podem se destacar. A campeã Espanha é uma delas.
A mais cotada é, sem dúvida, a Alemanhã. Com uma adorável mistura étnica e de escolas de futebol, os germânicos vêem ao Brasil com uma equipe tão forte quanto as tradicionais seleções alemãs - é o país com mais finais de Copa do Mundo -, sem o estilo clássico da Alemanhã jogar. No Brasil, fala-se sempre que a nossa técnica, quando aliada à disciplina tática, fica imbatível. Os alemães de agora têm a força clássica a sua forma de jogar, com uma boa técnica. Muller, Schwinsteiger, Kedhira, Ozil e o motivado Klose podem aliar as duas características, como Lothar Mattheus em 1990, e deste time sair o craque e o campeão do torneio.
Um pouco abaixo, a meu ver, vem a Holanda. Trata-se de uma boa seleção. Vejo um Robben, talvez Van Persie ou Sjneider como possível líder dos campos no Brasil, mas a falta de um campeonato nacional forte e de um time na dianteira nos europeus deve pesar. Assemelha-se a Portugal de Cristiano Ronaldo. Há alguns atletas que se sobressaem, mas não um grupo forte. Já a França tem praticamente apenas Benzemá. Vai no máximo até as quartas, por falta de grandes concorrentes até chegar lá.
Como europeu forte, ao lado de Espanha e Alemanhã, citaria a Itália. Sim, 2014 pode ser a Copa de Balotelli ou do para lá de rodado Buffon. A estrela italiana tem algo que Neymar, Messi, Cristiano Ronaldo e os espanhóis não usufruem: um arqueiro que traga confiança. Afora isso, vi nas duas apresentações em Salvador um conjunto de qualificados coadijuvantes na Squadra Azzurra, e ainda tem o experiente Pirlo. Bonucci, Chiellini, Aquilani, Marchisio estão longe da disputa para craque do torneio brasileiro, mas formam um grupo bem encaixado. Se passar do grupo da primeira fase, chega com força às duas rodadas finais.
Pouco falei da Espanha. A Fúria será, a meu ver, o que já tem sido. O império do tic-tac, da posse de bola. Um time forte. Vicente Del Bosque é, ao lado do nosso Felipão, um dos poucos treinadores em solo brasileiro que já sabe o caminho para ganhar uma copa. Mas tem uma tabela difícil em todas as fases. Vai precisar de banco e hoje, sabe-se, é perfeitamente batível.
Adriano Villela
Muitos analistas passam a visão de que, dentro das quatro linhas,a Copa será comandada pelos melhores do mundo Cristiano Ronaldo e Messi ou pelo anfitrião Neymar. Discordo deste ponto de vista. Ao assistir embates entre os melhores times do mundo, percebemos que há muitos outros atletas e selecionados que podem se destacar. A campeã Espanha é uma delas.
A mais cotada é, sem dúvida, a Alemanhã. Com uma adorável mistura étnica e de escolas de futebol, os germânicos vêem ao Brasil com uma equipe tão forte quanto as tradicionais seleções alemãs - é o país com mais finais de Copa do Mundo -, sem o estilo clássico da Alemanhã jogar. No Brasil, fala-se sempre que a nossa técnica, quando aliada à disciplina tática, fica imbatível. Os alemães de agora têm a força clássica a sua forma de jogar, com uma boa técnica. Muller, Schwinsteiger, Kedhira, Ozil e o motivado Klose podem aliar as duas características, como Lothar Mattheus em 1990, e deste time sair o craque e o campeão do torneio.
Um pouco abaixo, a meu ver, vem a Holanda. Trata-se de uma boa seleção. Vejo um Robben, talvez Van Persie ou Sjneider como possível líder dos campos no Brasil, mas a falta de um campeonato nacional forte e de um time na dianteira nos europeus deve pesar. Assemelha-se a Portugal de Cristiano Ronaldo. Há alguns atletas que se sobressaem, mas não um grupo forte. Já a França tem praticamente apenas Benzemá. Vai no máximo até as quartas, por falta de grandes concorrentes até chegar lá.
Como europeu forte, ao lado de Espanha e Alemanhã, citaria a Itália. Sim, 2014 pode ser a Copa de Balotelli ou do para lá de rodado Buffon. A estrela italiana tem algo que Neymar, Messi, Cristiano Ronaldo e os espanhóis não usufruem: um arqueiro que traga confiança. Afora isso, vi nas duas apresentações em Salvador um conjunto de qualificados coadijuvantes na Squadra Azzurra, e ainda tem o experiente Pirlo. Bonucci, Chiellini, Aquilani, Marchisio estão longe da disputa para craque do torneio brasileiro, mas formam um grupo bem encaixado. Se passar do grupo da primeira fase, chega com força às duas rodadas finais.
Pouco falei da Espanha. A Fúria será, a meu ver, o que já tem sido. O império do tic-tac, da posse de bola. Um time forte. Vicente Del Bosque é, ao lado do nosso Felipão, um dos poucos treinadores em solo brasileiro que já sabe o caminho para ganhar uma copa. Mas tem uma tabela difícil em todas as fases. Vai precisar de banco e hoje, sabe-se, é perfeitamente batível.
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