ESPORTE: Dupla Ba-Vi dividem estádio e patrocinador

Foto: Fonte Nova divulgação/Vaner Casais

Fonte Nova e Credcesta são positivos para o esporte e os negócios dos dois times. Mas vandalismo não pode prevalecer

Adriano Villela

Neste sábado, a Itaipava Fonte Nova inicia uma nova era. Com exclusividade de jogos do Bahia desde 2013, a arena multiuso passa a ser a casa também do Vitória. Um outro fato fortaleceu os rivais fora das quatro linhas: a Credcesta vai ser patrocinadora da dupla.

Ainda que a administradora da antiga rede estadual Cesta do Povo e os clubes não tenham divulgado valores, estou certo que os recursos chegam em providencial hora para ambos. No momento, o Bahia tem um orçamento com mais recursos, devido a direitos de TV da série A e outras receitas, mas os custos também são mais altos.

Aparentemente, tudo seriam flores na parte financeira do futebol baiano. E ainda podem ser, desde que não vinguem ameaças irracionais de vangalismo não se cumpram. Explica-se: o Bahia tem uma loja onde vende camisas e produtos vinculados a sua marca, objeto de críticas do rival. Mas nada justifica a atuação de marginais nos jogos de qualquer um dos times.

Primeiro porque depredação de patrimônio - loja, vestiários personalizados, cadeiras, banheiros, etc  - é crime.Seus autores podem ser responsabilizados na Justiça. E o sistema de videomonitoramento da Fonte Nova é bom. Tem mais: o Vitória também pretende instalar sua loja e já confirmou vestiário personalizado, como o Bahia possui.

Em um ambiente compartilhado, destruir algo do rival significa reduzir as chances de seu próprio clube. Se os torcedores quiserem que patrocínio comum - a exemplo do Credcesta -seja cada vez mais comum, precisam fazer a sua parte.

A concessionária que administra o estádio cumpre o seu papel. Adotou iluminação especial em verde  (visando estimular a doação de órgãos) e amarelo (símbolo da campanha de prevenção ao suicídio).


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