CRISE ECONÔMICA Justiça do Rio aprova recuperação judicial da Sete Brasil

Credor, estaleiro baiano perdeu o interesse no contrato com empresa envolvida na Lava Jato

Adriano Villela*

Protagonista de um dos maiores gargalos da economia brasileira, a Sete Brasil teve sua recuperação judicial aprovada pela Justiça do Rio de Janeiro. A empresa foi criada para intermediar a fabricação de 28 navios-sondas para a exploração do pré-sal. Atualmente, sem nenhuma plataforma entregue, empresa deve R$ 18 bilhões.

Uma reestruturação da empresa pode beneficiar o estaleiro Enseada, na cidade de Maragogipe (Recôncavo), uma das credoras da Sete. O estaleiro, inclusive, já desistiu da parceria e espera contar com os recursos a que tem direito para produzir sondas em um outro contrato, a ser costurado pela japonesa Kawasaki.

Somente a bancos  e linhas de financiamento, como Itaú, Banco do Brasil, o FI-FGTS  o Fundo Garantidor de Crédito Naval, a Sete deve R$ 9 bilhões. O negócio ficou com acesso a financiamento limitado depois da revelação do envolvimento da empresa nos desvios apurados pela Lava Jato.

A decisão favorável à recuperação, porém, é apenas uma faísca no final do túnelo. Três sócios austríacos foram excluídos do processo, por serem regidos pela legislação do país europeu. Os advogados da empresa anunciaram que vão recorrer

Uma das curiosidades da Sete é que o empreendimento não consegue crédito mesmo tendo três bancos - Bradesco, Santander e BTG Pactual - como sócios.
Com informações do Estado de S. Paulo. Foto: divulgação estaleiro Enseada

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