ESTACIONAMENTO DOS SHOPPINGS: Promoção do Bela Vista apresenta o óbvio ao setor


Um centro de compras é  mais atrativo é justamente o fluxo de pessoas/potenciais consumidores. Mesmo aqueles que o usam só para estacionar o carro acaba por fazer propaganda do negócio. Acabava, pois foram defenestrados em um período que quem tem juízo procura meios para cair menos

Adriano Villela

Aproveitando o gancho da Liquida Bahia, o shopping Bela Vista apresentou ao mercado de Salvador o óbvio: isentar do pagamento do estacionamento o cliente que fizer alguma compra no espaço. Iniciada em junho do ano passado, já em meio à recessão que traz dúvidas intensas quanto à economia brasileira, a cobrança nos shoppings de Salvador trouxe um conjunto de problemas.

Comerciários e bancários acionaram o Ministério Público do Trabalho para não pagar para exercer suas atividades profissionais, enquanto lojistas questionaram na Justiça a medida que afugentou a clientela e nada trouxe para os comerciantes.

E o consumidor derrubou a frequência. Na média, o comércio baiano teve queda de 20% a 25% no ano passados, a depender da atividade, mas nos shoppings o baque chegou a 40%.

O curioso é que um dos argumentos para a tarifa nova era de que muitos motoristas deixam o carro nos centros comerciais, mas se destinavam a outros locais. Isso, é notório, realmente existia, mas a nova cobrança penalizou todos.A cobrança baiana evidencia mais um exemplo de mania brasileira de tentar resolver uma questão mexendo em outra.

Cada vez mais, a atividade produtiva se baseia na escala. Shoppings são filho predileto deste processo. O que torna um estabelecimento deste tipo  mais atrativo é justamente o fluxo de pessoas/potenciais consumidores. Mesmo aqueles que o usam só para estacionar o carro acaba por fazer propaganda do negócio. Acabava, pois foram defenestrados em um período que quem tem bom senso procura meios para cair menos.

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