ELEIÇÕES 2014: Protestos de 2013 escanteados no palanque da TV

Ao que parece, tanto no governo como na oposição, a disposição para entender - e atender - os clamores vindos das forças vivas da sociedade ficaram no primeiro momento.

Adriano Villela

Que homenagens a Eduardo Campos aconteceriam neste primeiro programa eleitoral, ninguém duvidava. O PSB Nacional e estadual lembraram do ex-presidenciável, morto na semana passada. O presidenciável do PSDB, Aécio Neves, e o ex-presidente Lula - no programa da candidata a reeleição, Dilma Rousseff -  os programas dos nanicos PV e PSTU também. No do PT, Lula também incorpora para a sua candidata aquele que deve ser o conceito da candidatura peessedebista - Não desistirei do Brasil, frase de Campos dita em entrevista ao Jornal Nacional na véspera do trágico acidente de avião que o matou.

O que mais me chamou a atenção foi a falta da repercussão dos movimentos de rua do ano passado, restrita aos candidatos de legendas menores. Ao que parece, tanto no governo como na oposição, a disposição para entender - e atender - os clamores vindos das forças vivas da sociedade ficaram no primeiro momento. Durante o tal Não-vai-ter-copa (mas teve), as vozes das ruas ficaram mais fracas e nossas lideranças políticas - nesta lagarda do palanque da TV - optaram por não ouvi-las mais.

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