ELEIÇÕES 2014: Estaria o palanque da TV decadente?

Após uma semana de Palanque na TV e entrando no último mês de campanha, a liderança do PSB em um eventual segundo turno representa o cenário em que se dará a cartada decisiva do processo eleitoral. É agora que grande parte do eleitor se decide. O voto útil tende a se direcionar aos socialistas.

Adriano Villela

O resultado da pesquisa Ibope, divulgada na noite desta terça-feira (26), contribui para consolidar um cenário na eleição presidencial. Novamente, confirmando o Datafolha, Marina Silva (PSB) aparece à frente de Aécio Neves (PSDB), no primeiro turno, e -contando provavelmente com os votos tucanos - na dianteira do segundo turno, em um provável confronto com a candidata a reeleição, Dilma Roussef (PT). O que chama minha atenção neste caso é o favoritismo ficar com a postulante com menos tempo na TV.

Com uma coligação mais ampla, a atual presidente detém confortáveis 11 minutos na TV e no rádio. Aécio tem em torno de metade disso e Marina, metade do neto de Tancredo Neves. Estaria o palanque da TV decadente?A internet já oferece um variado leque na corrida eleitoral. Sites, facebook, twitter, youtube, emailmarketing, sites para postagem de fotos e áudios.

Mergulhar no mundo virtual para compensar a pouca exposição na telinha já era a estratégia socialista desde Eduardo Campos, morto em um tragédia de avião no dia 13. Claro que outros fatores contribuem, como o fator comoção, a variedade do eleitorado abraçado por Eduardo Campos e por Marina Silva e o movimento do eleitorado pela terceira via. Mas o componente estratégio das TCIs não pode ser desprezado.

O que Marina Silva tem conseguido até aqui não é pouco. Desde quando Lula se tornou o primeiro operário eleito presidente da República, em 2002, pela primeira vez o PT tem alguma perspectiva de derrota. Em 2006 E 2010, a emoção era saber se haveria segundo turno ou não, sempre com os petistas na dianteira. Garante ao PSB, e à Rede - partido que a presidenciável pretende montar - ao menos um lugar de destaque na oposição em um eventual segundo governo Dilma Roussef.

Cartada decisiva

A liderança do PSB em um eventual segundo turno compõe o cenário em que se dará a cartada decisiva do processo eleitoral, após uma semana de Palanque na TV e entrando no último mês de campanha. É agora que grande parte do eleitor se decide. O voto útil tende a se direcionar aos socialistas. Conta a favor dela a dificuldade de se deter uma reversão de tendência em eleições.

Uma primeira mudança de rumos é comum, mas a segunda reviravolta seria novidade. Contudo, deve-se levar em conta que a tragédia inseriu na corrida sucessória atual uma novidade. Houve um freio de arrumação inesperado. E mais: o fim da polarização, sabe-se, transformará a candidata do PSB no rival a ser batido. Vamos ver, nos próximos programas, debates e pesquisas, como ela se sairá na condição de vidraça.

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