ELEIÇÕES 2014: No palanque da TV, o trigo tentará se separar do joio
Os discursos dos candidatos têm aproximado muito a imagem deles entre si. Um exemplo são as manifestações do ano passado. Alguém apresentou uma posição surpreendente sobre estes acontecimentos?
Adriano Villela
Na Copa do Mundo do Brasil, nosso selecionado venceu os times médios e fracos, e tropeçou feio na hora em que se decidiu a disputa pelo caneco. No processo eleitoral atual, tanto nacionalmente como no estadual, adversários pequenos e médios estão indo embora. O início do programa na TV e rádio marca a etapa mais decisiva. O erro é fatal.
Até o momento, não vimos nenhuma virada nas pesquisas. Candidata a reeleição, a presidente Dilma Rousseff (PT), e o ex-governador Paulo Souto (DEM) lideram desde o início. Portanto, a responsabilidade por gerar fatos novos que produzam um novo cenário fica com os presidenciáveis Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB) e os candidatos a governador Rui Costa (PT) e Lídice da Mata(PSB).
Também estão sem novidade nas estratégias de campanha. Candidatos governistas falam que o pais e o estado encontram-se muito melhores do que no passado. Oposicionistas proclamam o caos. Depois dos blogs, do twitter e do facebook, a internet parece não surpreender mais, e os responsáveis pelas campanhas não botaram na rua ainda nenhuma surpresa em outro campo.
Os postulantes começam a se parecer muito. Não vejo um nome mais brigador contra outro conciliador. Ou um falando mais de política e outro da gestão. Alguém com foco no futuro contra um rival centrado nas comparações entre governos passados. Os discursos dos candidatos têm aproximado muito a imagem deles entre si. Um exemplo são as manifestações do ano passado. Alguém apresentou uma posição surpreendente sobre estes acontecimentos? Nenhuma bandeira nova, nada de diferente que ilustrem os pontos de vista de cada um. O grande desafio de todos os seis principais concorrentes no palanque da TV será se diferenciar do outro, mostrar algo que realmente o distingua.
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