ECONOMIA:Governo levantou R$ 96,2 bi com desestatizações até setembro



Operações foram concluídas. Os recursos ainda  estão  entrando no caixa do governo

Até setembro, o governo federal levantou R$ 96,2 bilhões (US$ 23,5 bilhões) com desestatizações. O valor foi divulgado
 pelo secretário especial de Desestatização, Desinvestimento e Mercados do Ministério da Economia, Salim Mattar. As operações rações foram concluídas. Os recursos ainda está entrando no caixa do governo.

Segundo Mattar, o governo cumpriu a meta do ministro da Economia, Paulo Guedes, de levantar US$ 20 bilhões em desestatizações neste ano.

A maior parte do montante vem de privatizações e desinvestimentos, com R$ 78,6 bilhões. As concessões somaram R$ 5,7 bilhões nos nove primeiros meses do ano.

O Ministério da Economia incluiu as vendas de ativos naturais, como campos de petróleo, na conta. Segundo a pasta, o valor levantado com essas operações somou R$ 11,9 bilhões. Ao todo, foram vendidos cinco campos (Enchova e Pampo, Baúna, Maromba, Tartaruga Verde e os campos no Pólo Macau).


As privatizações e os desinvestimentos englobam cinco subsidiárias da Petrobras (Belém Bioenergia, BR Distribuidora, refinaria de Pasadena, distribuidoras no Paraguai e TAG). O levantamento inclui as vendas das participações da União, da Caixa e do Banco do Brasil (BB) no IRB (antigo Instituto de Resseguros do Brasil), as vendas de ações da Caixa na Petrobras, de participações do BB na Neoenergia e na Seguradora Brasileira de Crédito à Exportação.

Por fim, as privatizações e os desinvestimentos envolvem a venda de participações do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDESPar) em seis empresas públicas e privadas.

Em relação às concessões, o levantamento destaca o leilão de 12 aeroportos (seis na Região Nordeste, dois no Sudeste e quatro no Centro-Oeste), além da venda de dois terminais do Porto de Santos (SP), um terminal no Porto de Paranaguá (PR), da concessão da Ferrovia Norte–Sul e de terminais de portos no Pará.

O balanço de Salim Mattar considera também o negócio de três distribuidoras da Eletrobras ocorridas no fim de 2018, mas cujos recursos  entraram no caixa em 2019 (Amazonas Energia, Companhia Energética de Alagoas e Uirapuru Transmissora).

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