PACOTE DE TEMER: Medidas terão pouco efeito no curto prazo
Divulgado antes extraoficialmente, o uso de recursos do FGTS para o pagamento de dívidas não integra as medidas. Ainda está em análise e ainda pode ser adotado em um segundo momento.
João Pedro Caleiro/Exame (adaptado)
Esperado há cerca de uma semana e anunciada nesta quinta-feira (15), o pacote de estímulo pacote de medidas microeconômicas para estimular o crescimento do governo Temer reúne ações nas áreas de financiamento, juros, meios de pagamento e desburocratização da atividades de importação e exportação.
Porém, o pacotaço é tímido segundo o analista Alex Agostini, da Austin Ratings, as propostas melhorarão o ambiente de negócios, mas não afetará fortemente o consumo, pelo menos no curto prazo. Divulgado antes extraoficialmente, o uso de recursos do FGTS para o pagamento de dívidas não integra as medidas. Ainda está em análise e ainda pode ser adotado em um segundo momento.
Outra proposta é a regularização de passivos tributários por pessoas físicas e jurídicas para dívidas vencidas até 30 de novembro. Com ela, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, espera um reforço no caixa do Tesouro de pelo menos R$ 10 bilhões em 2017.
INADIMPLÊNCIA - Também está na lista uma tentativa de reduzir o spread bancário com a criação, por medida provisória, de um ambiente centralizado com registro de duplicatas mercantis e se elas foram usadas como garantia de outra operação.
O governo espera ainda disseminar o uso do cadastro positivo e, via descontos em pagamentos à vista, pressionar pela redução dos juros do cartão de crédito.Uma medida provisória deve ser emitida permitindo da diferenciação de preço entre vários meios de pagamentos (como cartão de crédito), o que é hoje barrado por lei.
"Foi fundamental emitir sinais efetivos de apoio a quem está endividado, buscando saídas que não tenham caráter de compulsoriedade", afirmou o presidente do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco.
Dyogo Oliveira, ministro do Planejamento, anunciou que o limite de faturamento que permite acesso ao crédito do BNDES para micro, pequenas e médias empresas passa de R$ 90 milhões para R$ 300 milhões.
O governo também quer distribuir 50% do resultado do FGTS apurado após todas as despesas do fundo inclusive com subsídio para habitação. Os valores serão incorporados nas contas dos trabalhadores. Outra ideia é eliminar gradualmente a multa de 10% sobre o saldo do FGTS nos casos de demissão sem justa causa.
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