OPINIÃO: Afinal, qual o porquê da proibição dos jogos de azar?
Nos jogos de azar, pode-se perder ou ganhar muito dinheiro em uma noite. Na bolsa de valores, onde já investi, também. Claro que, como qualquer a atividade em sociedade, os jogos de azar devem ser regulados e fiscalizados. Mas o que acontece com cassinos e similares me lembra o discurso de pais despreparados que simplesmente falam para o filho "não pode porque não quero".
Adriano Villela
Neste penúltimo dia do ano, o jornalista Lauro Jardim publicou a informação de que mais de dois terços do Congresso ser a favor da legalização dos jogos de azar. Com tal apoio e havendo propostas neste sentido, a legalização da atividade tende a ser aprovada no próximo ano. É o que eu espero.
Uma das versões para a vedação de cassinos no país dá conta de que a medida foi tomada por conservadorismo da família do então presidente Eurico Gaspar Dutra. O certo é que a proibição data do final da década de 40, quando não havia guerra fria, computador, televisão nem pré-sal (a Petrobrás é de 54).
Metrópoles como Salvador, com bom potencial turístico e pouca atividade industrial e portuária, tendem a ganhar investimento e postos de trabalho. Que não podem ser desprezados em tempos de 12 milhões desempregados, PIB caindo mais de 3% e pelo segundo ano seguido e governos federal, estaduais e municipais em aperto ou quebrados. Essa atividade pode e deve ser proibida, mas em nome de algo igualmente relevante, não por capricho de uma primeira-dama do passado.
No caso das drogas,que também é alvo de movimentos pró-legalização, há uma argumentação do potencial viciante e de danos a saúde de determinados entorpecentes. Mesmo assim, a questão é polêmica, diante do argumento que o alcool e a nicotina também pode ter consequências semelhantes. Quanto aos jogos de azar, sequer o argumento da saúde existe.
Nos jogos de azar, pode-se perder ou ganhar muito dinheiro em uma noite. Na bolsa de valores, onde já investi, também. Há fraudes, subornos,sonegação, lavagem de dinheiro. Como quase todas as atividades empresariais, infelizmente. Claro que, como qualquer a atividade em sociedade, os jogos de azar devem ser regulados e fiscalizados. Aqueles que cometerem desvios devem responder pelos seus atos sem reclamar da simplicidade da ceia na cadeia. Mas o que acontece com cassinos e similares me lembra o discurso de pais despreparados que simplesmente falam para o filho "não pode porque não quero".
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