POLÍTICA: Eleições na Câmara sinalizam caminhos para 2018


É consenso, próxima da unanimidade, o entendimento de que o Brasil sofre da escassa formação de novas lideranças
Adriano Villela

A inscrição de 17 candidatos para a eleição na Câmara Federal pareceu para alguns analistas uma possível luz no fim do túnel para 2018.É consenso, próximo da unanimidade, o entendimento de que o Brasil sofre da escassa formação de novas lideranças.

Atualmente no posto de presidente da República, Michel Temer já avisou que não se candidatará a reeleição. Nem poderá, devido a condenações no TRE-SP. Dilma Rousseff, caso consiga retornar, já está em segundo mandato. O único nome que temos é o do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Lula, contudo, não confirma e não nega uma eventual sexta disputa pela presidência, agora depois de dois mandatos bem avaliados em seu conjunto. Uma razão para isso é simples: desde 2010, com Marina Silva, o eleitorado vem demonstrando a simpatia por nomes novos, ainda que de forma tímida. Com o volume e a intensidade de denúncias que o país vivencia, a busca por novas alternativas deve ficar ainda maior.

Não creio, sinceramente, que Rodrigo Maia seja a pessoa que vai liderar uma nova proposta de país. Já foi presidente do DEM e é filho do ex-prefeito do Rio, César Maia. Pode ser um novo nome para o restante do país, mas não é sobrenome diferente ao que já está apresentado. Periga, inclusive, aparecer em alguma etapa da Lava Jato. Já ganhou o que poderia.

Já Rogério Rosso e Marcelo Castro aprecem com perfis melhores para o futuro, ambos tem problemas internos na Câmara - o primeiro, por presidir a comissão do Impeachment, é mal visto pelos partidários de Dilma. Já Castro, ministro da Saúde da presidente afastada, é distante do presidente em exercício, mesmo sendo do mesmo PMDB de Michel Temer. Ambos já têm bagagem na política nacional e são dirigentes que surgem agora.

Porém, dificilmente a votação de ontem vai trazer uma solução à política nacional da noite para o dia. Mas pode iniciar um debate que passará pela sucessão municipal e pela escolha dos novos presidentes do Senado e da própria Câmara, em fevereiro.

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