ELEIÇÕES 2016: Os riscos de situação e oposição em Salvador
O favoritismo do prefeito é consenso, mas o curto período de campanha (para a oposição) e a estreia como vidraça (de ACM Neto) são algumas ameaças do jogo
Adriano Villela
Apontado como favorito por analistas e até pelas lideranças políticas, o prefeito ACM Neto faz jus à condição. Elegeu-se há quatro anos com o conceito de que a prefeitura deve andar pelas próprias pernas, contra o petista Nelson Pelegrino e a sua parceria com o governo federal. Hoje, busca a recondução acumulando os dois argumentos.
Parada definida? Longe disso. Após a vitória de Jaques Wagner como azarão em 2006 (governo do estado) e a reeleição do contestado João Henrique em 2008, tudo é possível. Ainda mais em uma eleição com tantas externalidades. Não se pode esquecer que o eleitor ainda não se posicionou sobre impeachment, Lava Jato, gestão Michel Temer e crise econômica. O cidadão se manifesta, mas é incerto como isso será traduzido nas urnas.
ACM Neto tem uma externalidade curiosa: faz toda a trajetória como oposição. Em 2002, o grupo carlista estava rompido com o então presidente FHC. Foi reeleito deputado federal duas vezes como oposicionista de Lula e disputou a prefeitura duas vezes com o discurso do protesto contra a gestão João Henrique.
Agora será a vez de ele defender o seu legado. Como se comportará nesta condição? O postulante à reeleição, por tradição, reclama que os outros candidatos se unem para derrubá-lo. Mas não há outro caminho - as ações a serem discutidas são sempre as do ocupante do posto no momento. É a vidraça.
Já a oposição enfrenta uma ameaça típica do atual processo. A campanha vai durar 45 dias, e não mais 90 dias. Com isso, a chance de a corrida sucessória não empolgar é grande, pois a campanha é um processo que vai contagiando aos poucos até atingir o climax. Caberá à oposição acelerar o embate logo no começo. Se seguir o cronograma de pleitos passados tende a não contagiar os adversários.
Com Lídice da Mata (PSB) ou Alice Portugal (PCdoB), o grupo do governador Rui Costa (PT) corre por fora. Mas pode chegar, principalmente se o gestor do estado conseguir no plano eleitoral o que realiza administrativa. O Palácio de Ondina tem peso, sempre.
Dois nomes podem ser mudar o quadro: Cláudio Silva, ex-presidente da Sucom, aproveitaria a popularidade de João Henrique, embora herde também os problemas das suas gestões. Já o folclórico Pastor Sargento Isidório teria mais chances em uma eleição sem favoritos. Mas não custa lembrar: há dois anos, Isidório foi o segundo deputado estadual mais votado. Ambos tem perspectivas eleitorais reduzidas, mas possuem fôlego para levar a um improvével segundo turno.
Adriano Villela
Apontado como favorito por analistas e até pelas lideranças políticas, o prefeito ACM Neto faz jus à condição. Elegeu-se há quatro anos com o conceito de que a prefeitura deve andar pelas próprias pernas, contra o petista Nelson Pelegrino e a sua parceria com o governo federal. Hoje, busca a recondução acumulando os dois argumentos.
Parada definida? Longe disso. Após a vitória de Jaques Wagner como azarão em 2006 (governo do estado) e a reeleição do contestado João Henrique em 2008, tudo é possível. Ainda mais em uma eleição com tantas externalidades. Não se pode esquecer que o eleitor ainda não se posicionou sobre impeachment, Lava Jato, gestão Michel Temer e crise econômica. O cidadão se manifesta, mas é incerto como isso será traduzido nas urnas.
ACM Neto tem uma externalidade curiosa: faz toda a trajetória como oposição. Em 2002, o grupo carlista estava rompido com o então presidente FHC. Foi reeleito deputado federal duas vezes como oposicionista de Lula e disputou a prefeitura duas vezes com o discurso do protesto contra a gestão João Henrique.
Agora será a vez de ele defender o seu legado. Como se comportará nesta condição? O postulante à reeleição, por tradição, reclama que os outros candidatos se unem para derrubá-lo. Mas não há outro caminho - as ações a serem discutidas são sempre as do ocupante do posto no momento. É a vidraça.
Já a oposição enfrenta uma ameaça típica do atual processo. A campanha vai durar 45 dias, e não mais 90 dias. Com isso, a chance de a corrida sucessória não empolgar é grande, pois a campanha é um processo que vai contagiando aos poucos até atingir o climax. Caberá à oposição acelerar o embate logo no começo. Se seguir o cronograma de pleitos passados tende a não contagiar os adversários.
Com Lídice da Mata (PSB) ou Alice Portugal (PCdoB), o grupo do governador Rui Costa (PT) corre por fora. Mas pode chegar, principalmente se o gestor do estado conseguir no plano eleitoral o que realiza administrativa. O Palácio de Ondina tem peso, sempre.
Dois nomes podem ser mudar o quadro: Cláudio Silva, ex-presidente da Sucom, aproveitaria a popularidade de João Henrique, embora herde também os problemas das suas gestões. Já o folclórico Pastor Sargento Isidório teria mais chances em uma eleição sem favoritos. Mas não custa lembrar: há dois anos, Isidório foi o segundo deputado estadual mais votado. Ambos tem perspectivas eleitorais reduzidas, mas possuem fôlego para levar a um improvével segundo turno.
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