POLÍTICA: Wagner vai enfatizar valorização do salário mínimo
Candidato ao Senado lembra que, junto com subida do SM para US$ 300, cerca de 36 milhões saíram da zona da pobreza
Em 2003, quando Luiz Inácio Lula da Silva
assumiu a presidência da República, o salário mínimo vigente era de R$ 240.
Após 13 anos dele e Dilma governando os destinos do país, em 2016 este valor
subiu para R$ 880 – alta de R$ 640 no período. Já o governo Temer fixou o mínimo em 2017, 2018 e 2019, levando
o valor dessa remuneração para apenas R$ 1.006, ou R$ 126 a mais.
Eleito, o Senador de Todos Nós vai apoiar a
luta pela volta da valorização do salário mínimo. Jaques Wagner participou da
implantação da política de reajustes criada na primeira gestão de Lula, quando
foi ministro do Trabalho e do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social.
Quando Wagner atuava no movimento sindical,
entre as décadas de 70 e 80, a reivindicação dos trabalhadores era um mínimo de
US$ 100. Nas gestões de Lula e Dilma, o valor fixado atingiu US$ 300. Em 2018,
considerando a câmbio de US$ 1 a R$ 4,1, o salário mínimo já caiu para US$ 232.
Jaques Wagner sabe que a valorização do salário
mínimo é parte de uma ação maior. Junto com o Bolsa Família e o maior acesso ao
crédito para baixa renda, a medida ajudou a tirar 36 milhões de brasileiros da
pobreza. No modelo dos adversários de Lula, três milhões foram retirados do
Bolsa Família e no orçamento para 2019, metade do valor para o programa está
bloqueada.
Nas gestões petistas, o aumento real de 77% do
salário mínimo aconteceu em paralelo à criação de novas oportunidades. O país
ganhou 22 milhões de vagas no trabalho formal. A valorização do salário mínimo
ajudou o país a enfrentar a crise mundial após o caso da bolha imobiliária nos
EUA, em 2008. Em todo o planeta foram perdidos 60 milhões de postos, enquanto
no Brasil, até a saída traumática de Dilma Rousseff houve ganho de 11 milhões
de vagas.
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