INFLAÇÃO: Crescem riscos, reconhece presidente do BC

Frustração em razão da não aprovação das reformas e cenário dos EUA. Goldfajn avisa que juros podem voltar a subir

A taxa básica de juros (Selic), segundo o presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn. A avaliação foi feita nesta quinta-feira (27), durante apresentação do Relatório de Inflação. “Temos compromisso com inflação na meta e, portanto, alertamos que esse estímulo [Selic no menor nível histórico, 6,5% ao ano] começará ser removido gradualmente caso o cenário prospectivo para a inflação no horizonte relevante para a política monetária e seu balanço de riscos apresentem piora”, afirmou.

Segundo Goldfajn, há dois riscos crescentes para a inflação considerados relevantes para o BC. “Temos dois riscos que estão crescendo. Um deles é o risco de frustração das expectativas sobre a continuidade das reformas [como a da Previdência] e ajustes na economia brasileira e o outro é o cenário internacional mais incerto, especialmente para economias emergentes”, disse.

O risco para as economias emergentes citado pelo presidente do BC é decorrente da alta dos juros nos Estados Unidos (EUA). Com taxas de juros mais altas nos EUA, investidores com capital aplicado em países emergentes, como o Brasil, podem preferir tirar recurso do país e investir em títulos do Tesouro americano, os treasures, considerados os papéis mais seguros do mundo. (Com informações da Agência Brasil)

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