PROGRAMA CRESCER: Desafio é tirar do papel

Nos projetos na Bahia, senti falta de algum investimento portuário - área há  anos carente de modernização - e a manutenção do aeroporto, em fase final da obra de requalificação e com impasse relativo à segunda pista

Adriano Villela

No último artigo, defendi o foco do governo federal na redução de custeio e medidas de estímulo à economia. Pois bem. Depois de meses iniciais de anúncios sem medida efetiva, na terça-feira finalmente foram divulgadas as obras que o presidente Michel Temer pretende conceder. Mais tímido que os projetos do Programa de Investimento em Logística (PIL), o Crescer pode ser viável, mas o desafio para tirar do papel é grande. O número de obras menor é compreensível, desde que signifique a agilização da sua implementação.

 Chamou minha atenção a inclusão no rol de projetos novas rodadas de leilões de energia - já consolidadas. A princípio, o novo programa pouco representará nestes empreendimentos.
O programa liderado por Moreira Franco propõe novo formato em financiamento e licenciamento. Isso é bom, pois muda em algo que não vem bem - a atratibilidade e segurança jurídica os empreendimentos. Não vejo problema em financiamento e investidores estrangeiros - sempre que não haja similar nacional em condições de competitividade. Porém, espero do governo federal uma ação concreta quanto aos projetos de engenharia.

Obras no mínimo surreais, como a ciclovia do Rio que caiu por não estar preparada para  resistir à maré, provam da necessidade de um planejamento prévio melhor. Outro exemplo é a Ferrovia Oeste Leste (Fiol), agora incluida na programação federal, há mais de cinco anos sem definição quanto ao destino em Tocantins e ao início do Porto Sul, em Ilhéus.

Nos projetos na Bahia, senti falta de algum investimento portuário - área há  anos carente de modernização - e a manutenção do aeroporto, em fase final da obra de requalificação e com impasse relativo à segunda pista. É preciso, antes de tudo, resistirmos à tentação de fazer previsões em consequência de sinais iniciais de confiança. Será essencial  monitorar o tempo todo o real interesse de empresas em cada projetos, revisando a relação de projetos, se for o caso.

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