ELEIÇÕES 2014: Pleito baiano tem favorito, mas está indefinido


Criticar eventuais falhas dos adversários faz parte do jogo, é quase inevitável, mas não basta. O eleitor quer saber como os problemas hoje enfrentados poderão ser resolvidos.

Adriano Villela

Demorou oito anos, mas a inevitável "guerra" de pesquisas tomou conta da sucessão baiana. Até aqui, o concorrente do DEM, o ex-governador Paulo Souto, lidera as pesquisas. O governista Rui Costa vem crescendo, em cima de indecisos e outros candidatos, mas ainda não fez o adversário cair. A não ser na pesquisa da Babesp, instituto contratado pelo presidente da Assembléia, Marcelo Nilo (PDT), aliado do petista.

A campanha de Rui alega, com justa razão, o erro do Ibope em 2006. Não vejo instituto algum cravar com algum grau de certeza o retorno do democrata ao Palácio de Ondina. Contra o candidato do PT existe a indefinição no plano federal, que enfraquece estratégias do tipo Time de Lula e Força de Lula.O Senado é outro componente desfavorável, dada a dianteira do ex-ministro Geddel Vieira Lima (PMDB) contra o governista Otto Alencar (PSD). Desde 1982, todos os governadores eleitos fizeram as vagas para o Senado colocada em disputa (agora há apenas uma).

Por outro lado, a desidratação do presidenciável Aécio Neves (PSDB) deixa Souto meio órfão. O Segundo Turno na Bahia, improvável até aqui, tanto pode ser influenciado por uma revirada da presidente Dilma (PT) como pela disparada de Marina Silva (PSB), que ainda não conseguiu fazer na Bahia a sua aliada Lídice da Mata entrar na disputa.

Nestas três últimas semanas do programa eleitoral, penso que tanto Souto como Rui deveriam se diferenciar pelas propostas. Falta alguma novidade. Criticar eventuais falhas dos adversários faz parte do jogo, é quase inevitável, mas não basta. O eleitor quer saber como os problemas hoje enfrentados poderão ser resolvidos.

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