ELEIÇÕES 2014: influência nacional na estadual, ou vice-versa
Já vi muito partido batendo cabeça em eleição para prefeito esperando influência de uma disputa federal inexistente, sem eleição concomitante. Mas na eleição estadual ela existe. O que não se sabe é a sua intensidade agora.
Adriano Villela
É uma constatação histórica. Desde 1990, ressalvada a eleição de 2002, quem ganha no estado vence também no plano nacional. Já vi muito partido batendo cabeça em eleição para prefeito esperando influência de uma disputa federal inexistente, sem eleição concomitante. Mas na eleição estadual ela existe. O que não se sabe é a sua intensidade agora.
No pleito de 90, por exemplo, venceu ACM (PFL), ex-ministro do governo José Sarney (PMDB) e apoaidor do então presidente Collor (PRN). Quatro anos depois, deu Paulo Souto no governo estadual e FHC, na disputa pelo Planalto. Ambos aliados de ACM. O tucano foi reeleito em 1998 junto com a vitória do candidato carlista, César Borges.
Líder do grupo anticarlista, o atual governador Jaques Wagner (PT) venceu em 2006 e 2010, quando assistiu os aliados petistas Lula e Dilma Rousseff levarem a corrida por Brasília. A exceção ficou por conta da virada no cenário político nacional, 2002, quando o PT assumiu o poder nacionalmente. Deu os adversários Lula e Paulo Souto nas corridas nacional e local.
Influência mútua nos dois cenários existe, mas este ano ela terá um componente complicador. São três nomes com chances em cada esfera. Cada presidenciável, é verdade, corresponde a um postulante ao governo (Dilma-Rui Costa, do PT, Eduardo Campos-Lídice da Matta, PSB, e Aécio Neves (PSDB) e Paulo Souto (DEM). São nove possibilidades de combinações entre o pleito nacional e estadual.
O quadro fica ainda mais complicado em um eventual segundo turno combinado. Não necessariamente passarão duplas dos mesmos partidos. Podemos ter por exemplo, Eduardo Campos contra Dilma no plano federal e Paulo Souto versus Rui Costa no estadual.
Segundo turno
O peso da disputa presidencial na estadual pode ser ainda mais confuso se um mesmo partido ficar de fora das duas disputas e adotar posturas diferenciadas. O DEM, por exemplo, poderia apoiar Eduardo Campos - hoje crítico sem meias-medidas do governo Dilma - mas não interferir numa disputa entre Lidice - que tem um discurso mais de adversária mas não rival de Wagnr - contra Rui Costa. Se ficar de fora, o PSB pode apoiar Rui Costa (PT) na Bahia e Aécio Neves (PSDB) nacionalmente. Neste caso, para onde iriam os votos (digo os eleitores) dos socialistas baianos?
Não cuidar destas relações, durante todo processo de campanha e nos possíveis cenários de segunda rodada de votação pode significar vencer ou perder em outubro.
Adriano Villela
É uma constatação histórica. Desde 1990, ressalvada a eleição de 2002, quem ganha no estado vence também no plano nacional. Já vi muito partido batendo cabeça em eleição para prefeito esperando influência de uma disputa federal inexistente, sem eleição concomitante. Mas na eleição estadual ela existe. O que não se sabe é a sua intensidade agora.
No pleito de 90, por exemplo, venceu ACM (PFL), ex-ministro do governo José Sarney (PMDB) e apoaidor do então presidente Collor (PRN). Quatro anos depois, deu Paulo Souto no governo estadual e FHC, na disputa pelo Planalto. Ambos aliados de ACM. O tucano foi reeleito em 1998 junto com a vitória do candidato carlista, César Borges.
Líder do grupo anticarlista, o atual governador Jaques Wagner (PT) venceu em 2006 e 2010, quando assistiu os aliados petistas Lula e Dilma Rousseff levarem a corrida por Brasília. A exceção ficou por conta da virada no cenário político nacional, 2002, quando o PT assumiu o poder nacionalmente. Deu os adversários Lula e Paulo Souto nas corridas nacional e local.
Influência mútua nos dois cenários existe, mas este ano ela terá um componente complicador. São três nomes com chances em cada esfera. Cada presidenciável, é verdade, corresponde a um postulante ao governo (Dilma-Rui Costa, do PT, Eduardo Campos-Lídice da Matta, PSB, e Aécio Neves (PSDB) e Paulo Souto (DEM). São nove possibilidades de combinações entre o pleito nacional e estadual.
O quadro fica ainda mais complicado em um eventual segundo turno combinado. Não necessariamente passarão duplas dos mesmos partidos. Podemos ter por exemplo, Eduardo Campos contra Dilma no plano federal e Paulo Souto versus Rui Costa no estadual.
Segundo turno
O peso da disputa presidencial na estadual pode ser ainda mais confuso se um mesmo partido ficar de fora das duas disputas e adotar posturas diferenciadas. O DEM, por exemplo, poderia apoiar Eduardo Campos - hoje crítico sem meias-medidas do governo Dilma - mas não interferir numa disputa entre Lidice - que tem um discurso mais de adversária mas não rival de Wagnr - contra Rui Costa. Se ficar de fora, o PSB pode apoiar Rui Costa (PT) na Bahia e Aécio Neves (PSDB) nacionalmente. Neste caso, para onde iriam os votos (digo os eleitores) dos socialistas baianos?
Não cuidar destas relações, durante todo processo de campanha e nos possíveis cenários de segunda rodada de votação pode significar vencer ou perder em outubro.
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