CARNAVAL 2014: Festa baiana volta a se recriar
Até um taxista apoiou a medida. "Tem cliente para todo mundo. Melhora o trânsito". A meu ver, o mesmo devem pensar blocos de trio, camarotes e expressões tradicionais: tem festa para todo mundo. Incluindo a diversidade, as chances aumentam para cada um.
Adriano Villela
Durante 2013, um período deixou a indicação de que o
Carnaval baiano teria chegado a sua curva descendente. A transferência da
produção de Cláudia Leitte para o Rio de Janeiro, o fim do camarote tradicional
de Daniela Mercury e a saída de Bell Marques do Chiclete com Banana seriam os
sinais de alerta. O negócio, a chamada Economia do Lúdico, não teria mais o
mesmo vigor.
Ledo engano. O que se viu nos cinco dias atrás do trio
elétrico foi mais uma vez a folia baiana se reinventando. Quem criou o trio,
axé music, o Encontro de atrações na Praça Castro Alves, a percussão do Olodum
e da Timbalada, o Circuito Dodô
(Barra-Ondina) e o Arrastão da Quarta-Feira de Cinzas tem mais o que inventar.
O resultado se viu nas ruas, com uma variedade maior de públicos na avenida. O
tradicional Campo Grande voltou a ter força.
Inovações deste ano, o Afródromo – inventado por Carlinhos
Brown no ano passado – o Furdunço e o apoio às marchinhas e os carnavais das
antigas trouxeram de volta a força das
fantasias – tanto no sentido lúdico quanto no vestuário. Com um público maior, juntando visitantes e baianos, a economia do lúdico mantém sua pujança.
Ponto positivo também para o investimento em segurança e a autorização para mototáxi atuar. Até um taxista apoiou a medida. "Tem cliente para todo mundo. Melhora o trânsito". A meu ver, o mesmo devem pensar blocos de trio, camarotes e expressões tradicionais: tem festa para todo mundo. Incluindo a diversidade, as chances aumentam para cada um.
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