NOTÍCIA: João condiciona apoio a admissão de erro por candidato
Sem citar nomes e sequer diferenciar se tratar de concorrente do segundo turno ou um dos quatro que participaram da primeira votação, JH manifestou mágoa com um candidato que teria feito críticas de caráter pessoal. “Deus saberá fazer justiça. Assim como ele fez comigo, receberá o troco”, concluiu.
Adriano Villela
O atual gestor da capital, João Henrique Carneiro (PP), afirmou ontem em entrevista ao programa Balanço Geral, da Rádio Sociedade, que só apoiará algum dos dois concorrentes do segundo turno nas eleições municipais se o candidato fizer um mea culpa sobre críticas feitas à atual administração. “Agrediram-me muito, me adjetivaram muito”, disse ele, que reafirmou ainda que pretende concorrer ao governo estadual em 2014. “Mais do que disposto, estou determinado por uma vontade divina”, antecipou.
Sem citar nomes e sequer diferenciar se tratar de concorrente do segundo turno ou um dos quatro que participaram da primeira votação, JH manifestou mágoa com um candidato que teria feito críticas de caráter pessoal. “Deus saberá fazer justiça. Assim como ele fez comigo, receberá o troco”, concluiu. Os candidatos deste ano, opinou, preferiram atacar sua administração por ser “mais fácil” do que estudar os problemas da cidade e apresentar soluções.
Sobre 2014, João Henrique comentou que já venceu oito eleições – para prefeito, vereador e deputado estadual – e se elegeu em 2004 e 2008 sem apoio de governador, presidente ou do prefeito que o antecedeu. “Em toda eleição saiu em 5º ou 4º (colocado nas pesquisas) e com uma rejeição fictícia”, disse. João Henrique questionou ainda a atitude de candidatos de citar como realizações próprias ações em que a prefeitura fez o projeto, captou recursos, procedeu as licitações e executou as obras.
Salvador hoje, acrescentou JH, “é uma cidade sem discriminações. Ricos e pobres têm o mesmo tratamento”. Antes de sua gestão, prosseguiu, “todos os equipamentos públicos que estavam velhos, acabados e obsoletos na cidade dos ricos eram levados para a periferia.”
Dentre as realizações, o gestor atual enumerou fim das filas em escolas e postos de saúde e a implantação do Samu 192. “Nenhum prefeito antes de mim teve a coragem de trazer as caríssimas em manutenção ambulâncias do Samu”. Falou também sobre o metrô, ressaltando que quando assumiu a prefeitura, em 2005, a obra do metrô tinha 25% de execução e agora ele entrega com 100% das obras do primeiro trecho de 6 quilômetros finalizadas. “Forças ocultas, aliás hoje nem tão ocultas, me impediram de inaugurar o trecho entre Lapa e Acesso Norte”.
Matéria produzida para o jornal Tribuna da Bahia, publicada na edição de 11 de outubro.
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