POLÍTICA: Flashes eleitorais há 10 dias das urnas
Os dois maiores partidos do estado vão duelar pelo comando da capital. Mário Kérstez, principal aposta peemedebista no estado, faz até um bom programa de governo, mas não surpreende. Não conseguiu sustentação política nem de marketing para embolar a disputada pelo segundo turno.
Adriano Villela
Há 10 dias da votação no primeiro turno, já é possível visualizar um cenário claro em vários municípios entre os mais importantes do estado. O DEM volta a ganhar força relativa, tendo quase certas as vitórias de José Ronaldo (Feira) e a reeleição do Capitão Azevedo (Itabuna). O PT passeia em São Francisco do Conde, com Rilza Valentim, e em Vitória da Conquista, que deve reconduzir Guilherme Menezes. E os dois maiores partidos do estado vão duelar pelo comando da capital.
Mário Kérstez, principal aposta peemedebista no estado, faz até um bom programa de governo, mas não surpreende. Não conseguiu sustentação política nem de marketing para embolar a disputada pelo segundo turno.Está indefinido quem ganha a primeira rodada de votação,mas ACM Neto e Nelson Pellegrino tendem a fazer um dos segundos turnos mais acirrados do pais.
Líder das pesquisas até então, o primeiro errou, a meu ver, no episódio da surra que prometera em Lula. Primeiro, lá atrás, com tal discurso, indigno num parlamento sério. Depois, ao não abordar o tema antes dos adversários. O fato foi explorado em 2008, na primeira tentativa do democrata em chegar a prefeitura. Era lógico que seria lembrado agora. Voltou a derrapar ao misturar o discurso mal calibrado com o mensalão. Melhor seria se ele reconhecesse a falta, pedisse desculpas. Ao tentar justificar, ele dá a entender que pode voltar a fazer o ato destemperado, o que não acredito ser verdade. Ainda queimou o cartucho do mensalão.
Por outro lado, ACM Neto tem o apoio quase certo de Márcio Marinho, principal nome do PRB no estado e seu candidato a vice em 2008. Tendo agora a companhia na chapa do PV, pode beliscar alguns votos não carlistas insatisfeitos com o PT. E está mais próximo do PMDB, uma vez que Kérstez afirmara se desligar do partido caso não passe para o segundo turno. Como Geddel almeja ser governador, dificilmente os Vieira Lima apoiarão o PT.
Pellegrino acertou ao apostar num programa mais firme, com críticas fortes que demarcam claramente as diferenças entre ele e seu rival nas urnas. O apoio de Lula, Dilma e Wagner conta pontos. Ademais, parece ter resolvido uma divisão interna em torno do seu nome que aparentava acontecer no PT. Aglutinou mais do que Walter Pinheiro, que disputou o Palácio Thomé de Souza em 1988.
O petista cresce na reta final impulsionado também por um tempo maior no programa de TV e rádio. São, em números arredondados, 13 contra 5 minutos. Na segunda rodada, termos 10-10. É uma diferença forte, que demandará pontaria certeria de seus profissionais de marketing. No final de outubro, já se saberá o julgamento do Supremo Tribunal Federal sobre a existência ou não do mensalão e a sentença de José Dirceu. Tanto esta pauta como o desempenho do partido no interior baiano pode pesar em Salvador. Se trabalhasse na campanha de Pellegrino, já pensaria em vacinas para estes dois casos.
Adriano Villela
Há 10 dias da votação no primeiro turno, já é possível visualizar um cenário claro em vários municípios entre os mais importantes do estado. O DEM volta a ganhar força relativa, tendo quase certas as vitórias de José Ronaldo (Feira) e a reeleição do Capitão Azevedo (Itabuna). O PT passeia em São Francisco do Conde, com Rilza Valentim, e em Vitória da Conquista, que deve reconduzir Guilherme Menezes. E os dois maiores partidos do estado vão duelar pelo comando da capital.
Mário Kérstez, principal aposta peemedebista no estado, faz até um bom programa de governo, mas não surpreende. Não conseguiu sustentação política nem de marketing para embolar a disputada pelo segundo turno.Está indefinido quem ganha a primeira rodada de votação,mas ACM Neto e Nelson Pellegrino tendem a fazer um dos segundos turnos mais acirrados do pais.
Líder das pesquisas até então, o primeiro errou, a meu ver, no episódio da surra que prometera em Lula. Primeiro, lá atrás, com tal discurso, indigno num parlamento sério. Depois, ao não abordar o tema antes dos adversários. O fato foi explorado em 2008, na primeira tentativa do democrata em chegar a prefeitura. Era lógico que seria lembrado agora. Voltou a derrapar ao misturar o discurso mal calibrado com o mensalão. Melhor seria se ele reconhecesse a falta, pedisse desculpas. Ao tentar justificar, ele dá a entender que pode voltar a fazer o ato destemperado, o que não acredito ser verdade. Ainda queimou o cartucho do mensalão.
Por outro lado, ACM Neto tem o apoio quase certo de Márcio Marinho, principal nome do PRB no estado e seu candidato a vice em 2008. Tendo agora a companhia na chapa do PV, pode beliscar alguns votos não carlistas insatisfeitos com o PT. E está mais próximo do PMDB, uma vez que Kérstez afirmara se desligar do partido caso não passe para o segundo turno. Como Geddel almeja ser governador, dificilmente os Vieira Lima apoiarão o PT.
Pellegrino acertou ao apostar num programa mais firme, com críticas fortes que demarcam claramente as diferenças entre ele e seu rival nas urnas. O apoio de Lula, Dilma e Wagner conta pontos. Ademais, parece ter resolvido uma divisão interna em torno do seu nome que aparentava acontecer no PT. Aglutinou mais do que Walter Pinheiro, que disputou o Palácio Thomé de Souza em 1988.
O petista cresce na reta final impulsionado também por um tempo maior no programa de TV e rádio. São, em números arredondados, 13 contra 5 minutos. Na segunda rodada, termos 10-10. É uma diferença forte, que demandará pontaria certeria de seus profissionais de marketing. No final de outubro, já se saberá o julgamento do Supremo Tribunal Federal sobre a existência ou não do mensalão e a sentença de José Dirceu. Tanto esta pauta como o desempenho do partido no interior baiano pode pesar em Salvador. Se trabalhasse na campanha de Pellegrino, já pensaria em vacinas para estes dois casos.
Comentários
Postar um comentário